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Vol. 39. Issue S1.
Pages 56 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 56 (November 2019)
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Influência do subtipo histológico no prognóstico do lipossarcoma retroperitoneal gigante: Relato de dois casos e revisão da literatura
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L.d. Pereira, M.r. Feitosa, A.f. Amaral, P.g.p. Montes, J.j.r. Rocha, V.f. Machado, O. Féres, R.s. Parra
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): O Lipossarcoma retroperitoneal (LR) é uma neoplasia rara, de crescimento lento e detecção tardia. Os tipos histológicos mais comuns são: bem diferenciado e o desdiferenciado. Pode apresentar recidiva em até 50% dos casos. O objetivo do presente estudo é apresentar dois casos de LR, correlacionar o subtipo histológico com o prognóstico, e discutir aspectos diagnósticos e terapêuticos atuais.

Descrição do caso: Caso 1: Mulher, 60 anos, com massa abdominal volumosa, endurecida, ocupando todo hemiabdome à direita. Tomografia computadorizada mostrou massa retroperitoneal medindo 24 x 16 x 11cm com atenuação predominante de gordura, múltiplas septações e áreas com densidade tissular e calcificações, compatível com diagnóstico de LR. Submetida à laparotomia exploradora (LE) com ressecção da massa de 3,2kg, sem necessidade de ressecção visceral associada. O anatomopatológico confirmou o diagnóstico de LR bem diferenciado, estadiamento T2N0/G1. Recebeu alta hospitalar após 3 dias, realizou radioterapia adjuvante e mantém seguimento ambulatorial, sem sinais de recidiva. Caso 2: Mulher, 62 anos, com massa palpável endurecida no hipocôndrio esquerdo com extensão além da linha média, indolor à palpação. Ressonância magnética de abdome evidenciou massa medindo 26 x 24 x 17cm sugestiva de LR, além de discreto espessamento da adrenal esquerda e linfonodomegalia no hilo renal. Submetida à LE com ressecção da massa retroperitoneal de 4,5kg. Houve necessidade de nefrectomia total à esquerda associada à colectomia esquerda. O anatomopatológico confirmou diagnóstico de LR desdiferenciado, estadiamento T4N0/G2, com infiltração da parede da veia renal e da gordura do hilo renal esquerdo. Recebeu alta hospitalar no 7° PO e mantém seguimento ambulatorial, sem sinais de recidiva.

Discussão: O LR é uma neoplasia de comportamento clínico variado. A classificação mais atual subdivide o tumor em quatro tipos histológicos: tumores bem diferenciados, mixoides, pleomórficos e desdiferenciados. São tumores que raramente apresentam metástases à distância e a recorrência local é a principal causa oncológica de óbito. O tipo histológico influência no prognóstico, sendo que tumores desdiferenciados apresentam maiores taxas de recidiva, metástases e mortalidade. A cirurgia com excisão completa da lesão é o tratamento de eleição, entretanto, radio e quimioterapias complementares podem ter papel adjuvante.

Conclusão: O LR é raro e o diagnóstico precoce é essencial para aumento da sobrevida, uma vez que a ressecção com margens negativas é a melhor forma de tratamento.

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Journal of Coloproctology

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