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Vol. 37. Issue S1.
Pages 173 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 173 (October 2017)
P‐235
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.236
Open Access
INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL EM ADULTOS
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Katyara Rodrigues Fagundesa, Claudiani Aparecida Samure Lopesa, Lucas Costa Silveiraa, André Benez Vieira Costaa, Dayane Goto Novaisa, Thiago Silva de Paulaa, Paula Lutffala Pessoab
a Santa Casa de Misericórdia de Passos (SCMP), Passos, MG, Brasil
b Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil
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Introdução: A intussuscepção intestinal em adultos é uma condição pouco comum, responsável por cerca de 1 a 5% dos casos de obstrução intestinal nessa população, o que faz com que a maioria dos cirurgiões tenha pouca experiência no seu manejo. Ocorre quando o segmento proximal do intestino (intussuscepto) telescopa dentro do segmento distal (intussusceptado).

Descrição do caso: S.G.S.L., feminino, 62 anos. Admitida no hospital com queixa de dor abdominal difusa iniciada havia quatro meses do tipo lancinante de forte intensidade, associada a náuseas e vômitos, mal‐estar geral e perda ponderal, aproximadamente 20kg em dois meses, sem fator de alívio e com pioria após episódios de êmeses. Submetida à laparotomia exploradora há quatro meses devido a suspeita de abdômen agudo vascular, sem necessidade de enterectomia ou achados relevantes na ocasião. Evoluiu com dor abdominal intensa e massa palpável em quadrante inferior esquerdo. Feito tomografia de abdômen com evidência de massa pélvica que se estendia até o abdômen superior. Á laparotomia exploradora foi evidenciada intussuscepção intestinal de íleo com necrose dele, feitas enterectomia de 105cm e anastomose mecânica laterolateral. Sem evidências de malignidade na avaliação patológica. Paciente permaneceu quatro dias em UTI devido a quadro séptico e recebeu alta hospitalar no 11ª dia de internação.

Discussão: Essa patologia é rara na população adulta, acomete da mesma maneira ambos os sexos, na faixa de 40 a 57 anos. Cursa com sintomatologia subaguda e inespecífica, com quadros de dor abdominal, vômitos, massa palpável em abdômen e obstrução intestinal, esses dois últimos menos frequentes. Para auxiliar o diagnóstico podemos lançar mão da tomografia, do ultrassom e do raios X de abdômen.

Conclusão: O ideal é ressecar a peça em monobloco para estudo anatomopatológico, a fim de descartar doenças neoplásicas.

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Journal of Coloproctology

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