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Vol. 37. Issue S1.
Pages 134 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 134 (October 2017)
P‐142
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.143
Open Access
LEIOMIOMA COLORRETAL: TRATAMENTO ENDOSCÓPICO – RELATO DE CASO
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Felipe Soares Branquinhoa, Antonio Custodio da Costa Juniora, Calil Salomao Abud Netob, Murilo Boa Vista Pessoa Mendesb, Edvaldo Silva Limab, Vimael Jefferson de Oliveira Holandaa, Ernandi Araujo Lima Netoc
a Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Santa Maria, RS, Brasil
b Hospital Santa Marta (HSM), Brasília, DF, Brasil
c Faculdade de Medicina Atenas, Paracatu, MG, Brasil
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Introdução: Os leiomiomas do cólon são tumores de células musculares lisas, que podem ocorrer em todo o trato digestivo (TI), raramente vistos no cólon e no reto, representam 3% de todos os leiomiomas gastrointestinais (GI). Geralmente são assintomáticos, mas podem apresentar sintomas como dor abdominal, obstrução intestinal, hemorragia e perfuração. A difícil distinção do leiomiossarcoma, associada à possibilidade de recorrência, implica a ausência de um tratamento padrão. Nossa paciente foi submetida a polipectomia em reto médio, identificado durante a colonoscopia.

Relato de caso: G.C.B.S., 47 anos, feminino, em consulta ambulatorial, sem comorbidades prévias, com queixa de hematoquezia, sem perda ponderal, sem tenesmo, sem prolapso retal. Ectoscopia, exame do abdômen e toque retal e vaginal sem alterações. Testes laboratoriais sem alterações. Colonoscopia: lesão polipoide de aproximadamente 8mm em reto médio. Anatomopatológico: Leiomioma. Imuno‐histoquímica: exibe expressão para actina muscular lisa e para desmina. O conjunto dos achados é consistente com o diagnóstico de leiomioma.

Discussão: O leiomioma GI é um tumor subepitelial benigno, geralmente coberto com epitélio normal e características de tumor mesenquimatoso do TI. Esses representam apenas 1% dos cânceres GI primários. São semelhantes sob a microscopia de luz ao tumor estromal gastrointestinal, podem ser diferenciados com imuno‐histoquímica e microscopia eletrônica. Devido à distinção difícil, à recorrência e à insensibilidade desses tumores para terapias adjuvantes, muitos autores recomendam a remoção cirúrgica aberta ou endoscópica. A cirurgia deve garantir margens livres de tumor. As opções incluem a excisão transanal, ressecção endoscópica, ressecção anterior inferior ou amputação abdominoperineal. A ressecção endoscópica ainda tem alto risco de complicações, mas, com o desenvolvimento de dispositivos e técnicas, tem sido opção de tratamento.

Conclusão: A ressecção endoscópica de um leiomioma colônico pode ser bem‐sucedida, reduz os custos médicos e evita cirurgias desnecessárias, com suas possíveis complicações.

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Journal of Coloproctology

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