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Vol. 38. Issue S1.
Pages 64 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 64 (October 2018)
P211
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.136
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LEIOMIOMA DA FOSSA ISQUIORRETAL: IMPORTÂNCIA DA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NO DIAGNÓSTICO E PROGRAMAÇÃO CIRÚRGICA
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Maria Eduarda da Costa Jácome, Rafael Alexandre de Oliveira Muniz, André Telles, Thais Ribeiro Costa Carvalho, Arthur Ribeiro Costa Carvalho, Ana Rita Marinho Ribeiro Carvalho, Claudia Rosali Esmeraldo Justo
Hospital Esperança Recife, Rede D’Or São Luiz, Recife, PE, Brasil
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Introdução: Tumores da fossa isquiorretal (FIR) são raros e representam desafio diagnóstico. Diversas patologias comprometem a região, congênitas, inflamatórias, traumáticas, hemorrágicas, tumores primários e secundários. O tipo histológico, tamanho, localização e relações anatômicas são essenciais para planejamento terapêutico. A Ressonância Magnética (RM) é importante para diagnóstico e programação cirúrgica.

Descrição do caso: L.F.O., 43 anos, feminino, procurou proctologista com constipação, dor retal e assimetria da região glútea direita há 4 meses. Ao toque retal havia tumoração móvel e indolor, na face lateral direita do reto, 6cm do canal anal, ocupando a topografia da FIR direita. Foi solicitada RM que evidenciou massa sólida medindo em torno de 6cm, vascularizada, na FIR direita, comprimindo e desviando o reto para esquerda, sem comprometimento da parede retal, nem extensão para o espaço supra elevador, com plano de gordura entre a lesão e o músculo obturador interno. As características eram de lesão sólida, sem degeneração, gordura ou necrose. A paciente foi submetida a cirurgia e o diagnóstico foi de leiomioma. Realizou RM dois meses após demonstrando alterações pós cirúrgicas. O caso é ilustrado com imagens da RM pré e pós cirúrgica, do ato cirúrgico, da peça cirúrgica e da patologia. O propósito também é descrever a anatomia da FIR e enfatizar a importância na RM no diagnóstico e programação cirúrgica.

Discussão: Os tumores da FIR são raros mas englobam grande número de patologias e o risco de malignidade das lesões sólidas é alto. A FIR é o espaço limitado superiormente pelo elevador do ânus, medialmente pelo esfíncter anal externo, lateralmente pelo músculo obturador, anteriormente pelos músculos perineal transverso superficial e profundo e inferiormente pela pele e períneo. A RM é o método mais acurado na avaliação anatômica, definindo seus limites, a relação da lesão com a parede retal e a caracterização tecidual dos tumores. O leiomioma é um tumor raro que pode ser encontrado nessa região. A presenta‐se como uma lesão de contornos regulares e bem definidos, sem sinais de agressividade, com hipossinal em todas as ponderações e realça pós contraste, achados que não são específicos.

Conclusão: O caso relata a importância da RM em definir tumoração sólida na FIR, sem sinais de invasão das estruturas, detalhando localização anatômica e característica tecidual, o que foi fundamental para a programação cirúrgica.

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Journal of Coloproctology

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