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Vol. 38. Issue S1.
Pages 86-87 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 86-87 (October 2018)
P41
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.185
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LEIOMIOMA DE CANAL ANAL: UM RELATO DE CASO
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Judith de Almeida Bringsken, Silvana Marques e Silva, Aquiles Leite Viana, Renata Gomes Ramalho, Andre David da Silva, Olane Marquez de Oliveira, Mario Nóbrega De Araujo Neto
Instituto Hospital de Base do Distrito Federal, Brasília, DF, Brasil
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Introdução: Os Tumores Estromais do trato gastrointestinal (GIST), são neoplasias mesenquimais associadas com a expressão do gene CD117 e aproximadamente 80% possuem mutação do gene KIT. É a neoplasia não epitelial mais comum do TGI, representando apenas 1% dessa neoplasia. Ocorre mais comumente no estomago, seguida do intestino delgado, sendo a incidencia no reto aproximadamente 5%. Dos GIST retais, cerca de 2‐8% são de canal anal.

Descrição: Mulher, 29 anos, sem comorbidades, com história de ressecção de uma lesão perianal no ano de 2009 em outro serviço. Laudo da patologia: Leiomioma sem necrose ou atipias com mitoses 3 em 50 CGA, margens cirúrgicas comprometidas. Relata nova tumoração no mesmo local, que há alguns meses vem se tornando dolorosa. Ao exame físico: lesão perianal anterior direita com 8×4cm de aspecto submucoso próximo ao canal anal, com aparente invasão do esfíncter externo. RNM de pelve revelou lesão expansiva, bem defenida de 4,8×3,4×3,7cm em canal anal a direita, com comprometimento da musculatura do esfíncter interno e externo, com planos de clivagem com os elevadores do anus bilaterais e musculatura puborretal. Foi realizado ressecção cirúrgica da lesão, que se encontrava aderida superficialmente a musculatura esfincteriana interna e externa, sendo realizada ressecção parcial e superficial da musculatura até retirada total da tumoração. Anátomo de peça: Lesão fuso celular bem delimitada de baixo grau, compatível com leiomioma. Paciente evolui sem sintomas de incontinência no pos operatório.

Discussão: O grau de malignidade do GIST é feita pela avaliação do tamanho e do grau de mitoses dos tumores, sendo alto risco de houver >5mitoses por 50 CGA e>5cm. Os GIST são melhores tratados com cirurgia, porém ha divergência se realiza‐se excisão local ou amputação abdominoperineal. Embora a recorrência local seja menos frequente numa amputação, a sobrevida global não se altera. Casos de recorrencia, pode‐se tentar terapia com Imatinib. Sugere‐se casos com baixo risco e com possibilidade de preservação esfinctérica se faça apenas a excisão local, já em GIST de alto grau se faça cirurgia radical.

Conclusão: O GIST anorretal, embora raro, deve ser considerado no diagnóstico diferencial de tumores nessa região, especialmente se houver biopsia inconclusiva. Tem um melhor prognóstico que os demais carcinomas dessa na região. A imunohistoquímica é uma necessidade, pois também orienta a terapia adjuvante e é um importante marcador prognóstico.

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Journal of Coloproctology

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