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Vol. 39. Issue S1.
Pages 122-123 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 122-123 (November 2019)
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Leiomioma intraluminal de cólon transverso: relato de caso
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D.F. Santos, F. Bálsamo, S.D.F. Boratto, S.H.C. Horta, M.C. Rodrigues, R.L.G. Slaibi, D.F. Santos
Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Santo André, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré-malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): O objetivo deste trabalho é relatar o caso de um paciente com diagnóstico colonoscópico e anatomopatológico de leiomioma de cólon para investigação de sangramento digestivo.

Descrição do caso: Masculino, 63 anos, ex-tabagista, hipertenso, diabético, coronariopata, submetido a cateterismo com instalação de stent 8 meses antes do início dos sintomas, relatou hematoquezia com 3 meses de duração associado a alteração do hábito intestinal de 1 vez ao dia para a cada 5 dias, dor ao evacuar, fezes em síbalos e esforço evacuatório. Referiu ainda perda ponderal de 8kg no período. Ao exame físico encontrava-se descorado+/4+e identificada fissura anal posterior. Iniciada terapia conservadora e solicitada colonoscopia que identificou lesão polipoide pediculada de 3cm de diâmetro em cólon transverso que foi ressecada com alça diatérmica, cuja análise histopatológica demonstrou neoplasia fusocelular indeterminada e imuno-histoquímica comprovou leiomiossarcoma grau II com margens cirúrgicas comprometidas. Estadiamento oncológico não identificou doença a distância e realizada nova colonoscopia para tatuagem da lesão. Submetido a tratamento cirúrgico com transversectomia 5 meses após início do quadro, cujo anatomopatológico demonstrou ausência de neoplasia. Manteve boa evolução pós operatória e atualmente está em acompanhamento ambulatorial sem sinais de recidiva da doença.

Discussão e Conclusão(ões): Leiomiossarcoma intraluminal de cólon é uma doença rara e o acometimento colônico é ainda mais raro, ocorrendo em apenas 2% dos caso. O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica. A forma extra-luminal é mais frequente e o diagnóstico se dá habitualmente por exames radiológicos. O tratamento endoscópico é factível para lesões pequenas, de modo que o prognóstico é mais reservado em lesões maiores que 5cm. Como são de crescimento em sua maioria extra-luminal a ocorrência de sintomas se dá em uma fase tardia da doença, o que diminui as taxas de cura. Habitualmente o paciente se apresenta com massa abdominal palpável e anemia, com taxa de sobrevivência em 5 anos variando de 40-60%. No paciente descrito foi possível tratamento ideal após realização de colonoscopia, reiterando a importância desse método na avaliação de hemorragias digestivas e identificação de tumores precoces.

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Journal of Coloproctology

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