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Vol. 37. Issue S1.
Pages 104 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 104 (October 2017)
P‐072
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.073
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LEIOMIOSSARCOMA DE RETO: RELATO DE CASO
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Mariana Rômulo Fernandes, Luély Ananda dos Santos Ribeiro, Leonardo Huber Tauil, Ana Barbara Moreira Delfino, Marcelo Alves Raposo da Câmara, Raissa de Oliveira Aquino Schuffner, Cínthia Magalhães Ulhôa
Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Os leiomiossarcomas (LMS) apresentam uma similaridade histológica com o GIST, o qual representa a neoplasia mesenquimal mais comum do TGI. A imuno‐histoquímica é essencial para o diagnóstico diferencial. A incidência do LMS de reto, comparativamente com o GIST, é de 1/50 a 1/65 e é maior entre as mulheres (3 H: 7M). A idade média é de 65 anos. São tumores que se originam da muscular da mucosa ou da muscular própria, com comportamento agressivo, alto grau de recorrência local e significativa disseminação hematogênica (o fígado é o órgão mais afetado). As manifestações mais comuns são hematoquezia, massa abdominal palpável, dor anorretal e obstrução intestinal.

Relato de caso: M.H.F., 67 anos, feminino, cursava com dor retal e hematoquezia. RNM da pelve evidenciou lesão em retossigmoide, media 17 x 9,4 x 8,2cm (L X T X AP), distava 4,4cm da margem anal. Foi submetida à retossigmoidectomia à Hartmann. Histopatológico da peça cirúrgica demonstrou neoplasia maligna pouco diferenciada, composta por células fusiformes, iniciava‐se abaixo da camada muscular própria e se estendia até a serosa, infiltrava‐a; presença de 14 mitoses em 10 CGA. Margens cirúrgicas livres. Metástases para 32 dos 33 linfonodos isolados. A imuno‐histoquímica demonstrou sarcoma de células fusiformes grau III; marcadores negativos para AE1/3, desmina, S100, DOG1 e CD117. A paciente permanece em tratamento quimioterápico adjuvante.

Discussão: São importantes indicadores prognósticos após a ressecção cirúrgica dos LMS de reto: o tamanho do tumor, o grau histológico desse e a ressecção tumoral completa. A taxa de sobrevivência é de 51,6%. Preconiza‐se a dissecção linfonodal. Radioterapia e quimioterapia ainda não estão bem estabelecidos devido à falta de estudos, por conta da raridade desse tumor.

Conclusão: O tratamento cirúrgico radical, com completa ressecção tumoral, é considerado a terapia de escolha.

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Journal of Coloproctology

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