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Vol. 37. Issue S1.
Pages 117-118 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 117-118 (October 2017)
P‐102
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.103
Open Access
LESÕES CUTÂNEAS EM PACIENTE COM DOENÇA DE CROHN: MANIFESTAÇÃO EXTRAINTESTINAL, EVENTO ADVERSO AO USO DE BIOLÓGICO OU QUADRO INFECCIOSO OPORTUNISTA?
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Gustavo Wolffa, Odery Ramos Juniorb, Alexandra Castro Goetzea, Maira Mitsueb, Gabriela Piovezani Ramosb, Antonio Baldin Juniora, Ana Paula Della Justina Volpatoa
a Hospital de Clínicas, Universidade Federal do Paraná (HCUFPR), Curitiba, PR, Brasil
b Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil
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Introdução: As manifestações de pele na doença de Crohn (DC) são polimórficas, podem estar associadas a atividade infamatória intestinal, autoimunidade, bem como ser induzidas pelo tratamento e até desencadeadas por infecções oportunistas.

Descrição do caso: Feminina, com diagnóstico de DC desde 1999, Montreal: A2L3B2, em remissão clínica, sob uso de infliximabe 5mg/kg a cada oito semanas havia aproximadamente três anos, sem outras comorbidades. Antecedentes dermatológicos de acne medicamentosa (azatioprina), eczema de contato e seborreico. Apresentou lesões papulo‐nodulares, eritemato‐edematosas, com surgimento de pústulas centrais e descamação em colarete, inicialmente em posterior de coxas e disseminação para nádegas, região anterior de coxas, inguinal e pubiana, com 15 dias de evolução. A paciente fez depilação com lâmina de barbear em membros inferiores alguns dias antes do surgimento das lesões. Essas eram sintomáticas com dor local, sangramento e prurido em região inguinal. Colhido material para histologia, cultura e exame micológico. Prescrito sulfametoxazol‐trimetoprima e postergada por uma semana a infusão do infliximabe. Paciente apresentou melhoria do quadro dermatológico significativamente após sete dias de tratamento e retomou o uso da terapia biológica.

Discussão: Achados mucocutâneos são frequentes, com espectro clínico variável, e podem ocorrer em 22% a 75% dos pacientes com DC. Baseados nas hipóteses diagnósticas, consideramos as seguintes possibilidades: lesões de pele relacionadas à DC – pioderma gangrenoso, eritema nodoso, síndrome do abscesso asséptico e vasculite; lesões de pele por infecções oportunísticas – bacterianas, micobacterioses e afins; reação adversa do uso anti TNF‐alfa como a psoríase paradoxal e a reação pustular amicrobiana relacionada ao uso de infliximabe.

Conclusão: O caso descrito demonstra o desafio diagnóstico das manifestações dermatológicas nas doenças infamatórias Intestinais. Ressalta a importância da atuação multidisciplinar para tomada de decisões e obtenção de melhores resultados no tratamento, reduz as complicações e garante a qualidade de vida do paciente.

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Journal of Coloproctology

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