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Vol. 38. Issue S1.
Pages 170 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 170 (October 2018)
VL14
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.366
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LINFADENECTOMIA LATERAL PÉLVICA EM NEOPLASIA DE RETO BAIXO
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Rafael Vaz Pandini, Andre Luiz Gioia Morrell, Lucas Cata Preta Stolzemburg, Guilherme Cutait de Castro Cotti, Ulysses Ribeiro Junior, Sergio Carlos Nahas, Ivan Ceconello
Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: O acometimento linfonodal lateral pélvico no câncer de reto é considerado como doença regional quando acomete a cadeia ilíaca interna, quando acomete outra região pélvica lateral existe a controversa se a metástase seria considerada como locorregional ou à distância. Outra discussão é se o procedimento diminuiria a recorrência local e teria impacto na sobrevida.

Objetivo: Demonstrar a técnica de linfadenectomia lateral pélvica direita em um caso de neoplasia de reto baixo submetido à amputação abdominoperineal de reto pós QRDT neoadjuvante.

Método: A.J.M. 56 anos, com queixa de hematoquezia, puxo e tenesmo e perda ponderal. TR com lesão tocável e extensa desde 4,0cm da borda, circunferencial. RNM demonstra lesão a 4,5cm da BA que se estende‐se por 10cm. A lesão estende‐se além da camada muscular própria destacando‐se extensão extramural de 22mm. Sinais de infiltração do músculo elevador do ânus à esquerda. Extensão ao esfíncter externo: plano interesfincteriano em risco. Linfonodos presentes, com sinal heterogêneo/bordas irregulares, compatíveis com acometimento neoplásico, em número de 3. Destacam‐se linfonodos laterais pélvicos malignos, com sinal heterogêneo na cadeia obturatória direita. Estadiamento: rm T4 visceral N1. Fáscia mesorretal comprometida. Invasão vascular extramural positiva. Linfonodos laterais pélvicos malignos à direita. TC TAP sem doença à distância. Realizou QRDT neoadjuvante e reestadiou após 8 semanas com RNM. TRG4. Distando 4,5cm da borda anal e a margem distal encontra‐se no plano do anel anorretal. Estende‐se por 7,0cm e encontra‐se abaixo da reflexão peritoneal. Há extensão da lesão que infiltra a musculatura elevadora do ânus à esquerda. Estadiamento: yrm T 4N0. Fáscia mesorretal comprometida. Invasão vascular extramural positiva. Não se observam linfonodos laterais pélvicos acometidos. Paciente submetido à amputação abdominoperineal de reto com reconstrução em gluteal fold bilateral e linfadectomia lateral pélvica direita. AP: Ausência de metástase em 0/12 linfonodos.

Resultado: Paciente evoluiu bem com alta no 10° PO, FO perineal em bom aspecto e colostomia funcionante, sem intercorrências na internação.

Conclusão: A linfadenectomia lateral pélvica ou o tratamento com quimiorradioterapia parece conferir benefícios em reduzir a recorrência local, mas ainda não se provou significativa em melhorar a sobrevida do paciente.

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Journal of Coloproctology

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