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Vol. 37. Issue S1.
Pages 55-56 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 55-56 (October 2017)
V2‐13
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.255
Open Access
LINFADENECTOMIA LATERAL PÉLVICA LAPAROSCÓPICA DURANTE EXCISÃO TOTAL DO MESORRETO NO TRATAMENTO DO CÂNCER DE RETO LOCALMENTE AVANÇADO PÓS‐QUIMIORRADIOTERAPIA NEOADJUVANTE
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Guilherme Cutait de Castro Cottia, Lucas Cata Preta Stolzemburgb, Ana Carolina Batista Dantasb, Caio Sergio Nahasa, Carlos Frederico Sparapan Marquesa, Leonardo Bustamante‐Lopeza, Sergio Nahasa
a Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
b Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A necessidade de emprego da linfadenectomia lateral pélvica (LLP) num paciente com câncer de reto (CR) localmente avançado é muito pouco explorada e muitas vezes representa um dos principais motivos da escolha da via de acesso aberta frente a uma abordagem minimamente invasiva.

Objetivo: Demonstrar os passos cirúrgicos e reparos anatômicos para feitura da LLP por laparoscopia com segurança, que permite, assim, a possibilidade de tratamento cirúrgico por via minimamente invasiva em casos de CR localmente avançado nesse cenário.

Método: Paciente masculino, 54 anos, diagnosticado com CR distal localmente avançado cT3N2M0 com margem circunferencial positiva, invasão vascular extramural presente e linfonodo lateral pélvico esquerdo comprometido, foi submetido à quimiorradioterapia neoadjuvante. Reestadiamento clinicorradiológico com oito semanas com resposta incompleta. Tratamento cirúrgico proposto de amputação abdominoperineal do reto com LLP por laparoscopia.

Resultados: O tempo cirúrgico foi de 210 minutos, com 50 minutos para a execução da LLP laparoscópica. O vídeo demonstra a execução LLP com identificação da artéria ilíaca interna e seus ramos, nervo e fossa obturatórios, relação dessas estruturas com ureter, vesícula seminal e ducto deferente. Não houve complicações intra ou pós‐operatórias, a perda sanguínea estimada para todo o procedimento foi de 50mL. Recebeu alta hospitalar no sétimo PO. O exame anatomopatológico demonstrou a presença de um adenocarcinoma residual ypT0N1c (0/32 linfonodos com sinais de regressão tumoral em cinco linfonodos examinados).

Conclusão: Apesar das controvérsias referentes ao papel da LLP no tratamento do CR localmente avançado, a LLP pélvica via laparoscópica representa um desafio adicional na abordagem minimamente invasiva do CR. A combinação da LLP laparoscópica com a excisão total do mesorreto laparoscópica pode aumentar o número de pacientes com CR que se beneficiem das vantagens associadas à uma abordagem minimamente invasiva.

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Journal of Coloproctology

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