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Vol. 39. Issue S1.
Pages 89-90 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 89-90 (November 2019)
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Linfoma colorretal – relato de caso
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L.R.C. Baruccia, M.A. Tricaricoa, Y. Padilhaa, A.F.S. Takahashia, D.M.d.R. Limab, U.E. Sagaeb, G. Kurachib
a Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz (FAG), Cascavel, PR, Brasil
b Gastroclínica Cascavel, Cascavel, RS, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar caso raro de câncer retal.

Descrição do caso: Paciente do sexo feminino, 50 anos de idade, há 2 anos submetida a endoscopia digestiva alta (EDA) revelando múltiplos pólipos, os quais foram removidos por polipectomia convencional. Paciente segue em acompanhamento clínico sem queixas. Há 4 meses realizou nova EDA evidenciando pólipo em lesão de espalhamento lateral (LST). Além de manometria anorretal, que demonstrou hipotonia esfincteriana de repouso e contração, mas ausência de anismus e outras alterações funcionais do canal anal. Outros exames foram realizados para evidenciar o diagnóstico. No exame de ressonância magnética (RNM) foi encontrado lesão invasiva na camada muscular, com envolvimento de 60% da luz retal e do canal anal, além de múltiplos linfonodos suspeitos de neoplasia. Além disso o exame de ecografia endoanal 3D, apresentou lesão ulcerada no reto inferior, no quadrante posterior invadindo a musculatura própria com estadiamento ultrassonográfico T2N1 sem plano de clivagem com canal anal, além de presença de 7 linfonodos perilesionais. Paciente foi devidamente orientada sobre possível câncer anorretal e submetida a biopsia endoscópica, na qual a análise anatomopatológica observou achados favoráveis a neoplasia linfoproliferativa de células B.

Discussão: Os linfomas gastrointestinais primários são raros e respondem por±5% dos linfomas não Hodgkin. Destes, 10% a 20% estão localizados no cólon e no reto, compondo <0,1% de todos os tumores colorretais. O subtipo mais comum é o linfoma de células B. Os linfomas de células T são incomuns, mas são relatados em maior proporção nos países da Ásia. É uma doença agressiva e mais prevalente em pacientes entre a sexta e sétima década de vida. Frequentemente as lesões apresentam padrão fúngico ou ulcerosa, sendo que quando ultrapassa 1cm de extensão, denomina‐se lesão de espalhamento lateral (LST). Além disso, apresenta crescimento lento sendo então, um difícil diagnóstico. Em alguns casos, relaciona‐se a infecção por HIV e/ou hepatite, entretanto no caso relatado, a paciente não apresentava histórico de doenças que justificassem a neoplasia, tornando o caso ainda mais atípico.

Conclusão: Devido à sua raridade, há pouca literatura primária sobre o linfoma colorretal. As séries de casos anteriores incluíam frequentemente linfoma gástrico e do intestino delgado e não orientavam o manejo do linfoma colorretal. Há controvérsias sobre o papel da cirurgia em pacientes com linfoma cólon e retal. O linfoma colorretal continua sendo uma doença pouco estudada com desafios no diagnóstico e tratamento. Este estudo não demonstrou uma diferença de sobrevivência para o manejo cirúrgico versus quimioterapia sozinha; no entanto, aqueles com lesões em massa singulares do cólon, particularmente no ceco, correm maior risco de sofrer intervenção urgente e devem ser considerados para intervenção cirúrgica inicial.

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Journal of Coloproctology

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