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Vol. 37. Issue S1.
Pages 91 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 91 (October 2017)
P‐042
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.043
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LINFOMA NÃO HODGKIN PRIMÁRIO RETAL: RELATO DE CASO
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Diego Palmeira Rangel, Isaac José Felippe Corrêa Neto, Alexander de Sá Rolim, Ângelo Rossi da Silva Cecchini, Anderson de Almeida Maciel, Rogério Freitas Lino de Souza Laercio Robles
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Introdução: O linfoma não Hodgkin com lesão primária retal é bastante raro na literatura. O número limitado de casos descritos dificulta a formulação de uma estratégia terapêutica adequada para cada caso. O tratamento cirúrgico, assim como o tratamento clínico exclusivamente quimioterápico e radioterápico, já foi proposto, com bons resultados.

Objetivo: Relatar caso de paciente com diagnóstico de linfoma não Hodgkin primário de reto com tratamento quimiorradioterápico exclusivo.

Descrição do caso: Paciente de 77 anos, feminino, apresentou quadro de hematoquezia intermitente por seis meses, iniciada havia dois anos. Ao exame físico, descorada 1+em 4+, eupneica, afebril, abdome flácido, indolor à palpação, sem linfonodomegalias palpáveis, exame proctológico normal. Fez colonoscopia que evidenciou em reto a 8cm da borda anal lesão elevada, de aspecto infiltrativo, esbranquiçada, com áreas de neovascularização de 3 x 3cm, biopsiada. O resultado anatomopatológico e imuno‐histoquímico evidenciou células grandes difusas tipo B, sugeriu linfoma não Hodgkin. Após exames, foi classificado no estadiamento de Ann Arbor como Estágio I. Seguiu acompanhamento com equipe de hematologia e coloproctologia e foi submetida a tratamento quimioterápico e radioterápico exclusivos, com esquema CHOP‐R (ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina, prednisona e o anticorpo monoclonal rituximabe) e radioterapia com 4500cGy. Faz seguimento ambulatorial regular, sem sinais de recidiva da doença, há seis anos.

Conclusão: O tratamento cirúrgico colorretal não é isento de complicações, apresenta morbidade não desprezível. O tratamento clínico em pacientes com linfoma não Hodgkin retal deve ser considerado, pode ser reservado o tratamento cirúrgico para casos mais complicados e de falha ao tratamento clínico.

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Journal of Coloproctology

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