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Vol. 39. Issue S1.
Pages 105 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Lipossarcoma mixoide pré‐sacral: Relato de caso
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N.S.R. Jardim, M.O.Sd. Freitas, T.C.A. Versiani, C.E. Moisés, J.Gd.S. Junior
Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): O objetivo deste trabalho é relatar um caso de lipossarcoma mixoide pré‐sacral e alertar para a importância de um diagnóstico precoce para minimizar complicações.

Descrição do caso: Paciente do sexo masculino, 68anos, com queixa de lesão nodular em região sacral à esquerda há 10meses, com aumento progressivo, medindo aproximadamente 18 x 10cm. Optado por ressecção cirúrgica após ressonância magnética e colonoscopia, encontrado grande lesão, que se estendia através da fossa isquioanal e isquiorretal, determinando compressão no reto e canal anal, com plano de clivagem com próstata e vesículas seminais, ocupando a região pré‐sacral, sem infiltração do osso sacral. Ao estudo histopatológico evidenciou‐se lesão pardoamarelada, untosa e capsulada, medindo 18,5 x 16,4 x 10,0cm, pesando 2233 gramas. Foi firmado o diagnóstico de lipossarcoma mixoide de células redondas com áreas pleomórficas, grau II da FNCLCC. Paciente apresentou boa evolução no pós operatório, sem queixas e com ferida em bom aspecto.

Discussão: Os sarcomas fazem parte de um espectro de lesões que vão do benigno ao maligno, alguns mais agressivos, suscetíveis a recidivas e metástases. Os lipossarcomas são derivados de células primitivas que sofrem diferenciação com tecido adiposo e não necessariamente são produtos de gordura. Os lipossarcomas são classificados histologicamente em lipossarcomas de células bem diferenciadas e de células não diferenciadas, de células mixoides e/ou células redondas, e de células pleomórficas. Os mixoides, ou redondos, têm incidência de 30% relativa aos demais. Caracterizam‐se pela aparência gelatinosa e multilobulada. Neoplasia do adulto, com pico de incidência na faixa etária de 40–60 anos. Sua localização mais frequente é em tecidos moles profundos e extremidades. Clinicamente, são massas de crescimento lento e pouco dolorosas. O diagnóstico precoce e tratamento apropriado são fundamentais para a sobrevida do paciente. A taxa de mortalidade é alta pela metástase e que por sua vez, está relacionada a baixa diferenciação celular e alta celularidade. A base do tratamento atual é multimodal, sendo a cirurgia com princípios oncológicos fundamental para o sucesso do tratamento. Linfadenectomia quase nunca é indicado, visto que acometimento linfonodal é incomum. Quimioterapia e Radioterapia são reservados para doença metastática e recidivada.

Conclusão: Os sarcomas subcutâneos, apesar de raros, são de bom prognóstico quando identificados e tratados de maneira correra. Atentar‐se sempre a lesões mesmo que pequenas, que abaulam a pele, especialmente se aderidas a planos profundos.

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Journal of Coloproctology

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