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Vol. 39. Issue S1.
Pages 110-111 (November 2019)
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Malignização da doença pilonidal sacrococcígea crônica
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M.T.C.C. Oliveira, G.B.M. Oliveira, N.C. Mota, M.T. Pinto, G.O.S. Fernandes, R.G.L. Barreto, B.B.F. Soares, J.B.P. Barreto
Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HUUFMA), São Luís, MA, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Descrever um caso raro de malignização da doença pilonidal (DP) em uma paciente atendida no Hospital de referência em São Luís‐MA.

Descrição do caso: Paciente de 56anos, sexo feminino, encaminhada para serviço de Coloproctologia com história de doença pilonidal sacrococcígea desde 2005, com múltiplos episódios de inflamação e drenagens espontâneas de abscessos; sendo necessária drenagem cirúrgica em novembro de 2018, após piora por trauma contuso no local. Ao exame proctológico, observa‐se presença de lesão circular ulcerada em região sacrococcígea, de 4,0cm comprimento x 4,0cm largura, com bordas e base endurecidas, presença exsudato fibrinopurulento; sem alterações no toque retal e anuscopia. Ausência de linfonodomegalia na região inguinal. Em 27/12/2018 foi submetida a excisão em losango da lesão até a fáscia pré‐sacral, com margem lateral de 2cm. A reconstrução foi feita com retalho romboide. O anatomopatológico evidenciou carcinoma de células escamosas acantolítico, margens cirúrgicas livres, sem invasão angiolinfática e perineural. Em estadiamento complementar não foram evidenciadas lesões metastáticas no abdômen, tórax ou região inguinal, não sendo necessária a realização de adjuvância.

Discussão: A degeneração maligna é uma evolução rara e tardia da DP, desencadeada por um processo inflamatório crônico e recorrente. Foi descrita, pela primeira vez, por Wolff em 1900. Até 2007, havia 68 casos publicados. Ocorre principalmente no sexo masculino (80%), a média de idade do diagnóstico é 50 anos e o tempo médio de evolução é 23 anos. O tipo histológico mais frequentemente encontrado é o carcinoma espinocelular (CEC), porém outros tipos podem ocorrer, como: carcinomas basocelulares, sarcomas e melanomas. A evolução de DP para carcinoma espinocelular (CEC) é estimada em 0,02 – 0,1%. Na maioria dos casos é encontrado aspecto histológico favorável (tumor bem diferenciado e de baixo grau), porém a evolução clínica pode ser desfavorável e agressiva, com elevados índices de recidivas (34%–50%) e metástases (linfonodal ocorre em 14%), gerando impacto negativo na sobrevida. Portanto é importante o diagnóstico precoce para instituir o tratamento cirúrgico adequado, que consiste em ressecções amplas e, muitas vezes, necessidade de avanços de retalho.

Conclusão: Considerando‐se o risco de malignização, associado a períodos prolongados de cicatrização, deve‐se promover o tratamento efetivo e precoce em lesões de risco, como por exemplo a doença pilonidal. E considerando o aspecto raro dessa degeneração, é importante incluir como diagnóstico diferencial a presença de um carcinoma epidermoide em lesões presentes na região sacrococcígea.

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Journal of Coloproctology

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