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Vol. 39. Issue S1.
Pages 213-214 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 213-214 (November 2019)
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Manifestações perianais em pacientes do núcleo de doença inflamatória intestinal de cuiabá‐mt
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J.B.J.B.D.P. Cavalcante, V.T. Atakiama, C.V. Ormonde, N.L.O. Zeitoun, M.D.S. Machado, C.H.D.A. Salles, W.D. Moreno
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Traçar o perfil epidemiológico dos pacientes com diagnóstico de Doença de Crohn (DC) do Núcleo de Doença Inflamatória Intestinal (DII) de um hospital universitário de Cuiabá que apresentaram manifestações perianais e relacionar os tratamentos empregados na doença de base e na doença perianal.

Método: Foram analisados os prontuários de todos os pacientes com DC do Núcleo de DII de um hospital universitário de Cuiabá e selecionados aqueles que apresentaram qualquer doença perianal durante seguimento de forma a discriminar o perfil epidemiológico desses pacientes, o tipo de doença perianal envolvida, medicações em uso e intervenções realizadas.

Resultados: Foi realizado levantamento, sendo identificado um total de 65 pacientes com Doença de Crohn. Destes, 24 (36,9%) cursaram com doença perianal. Dos pacientes com doença perianal foi ainda constatado que 14 (58,3%) eram do sexo feminino e 10 (41,7%) do sexo masculino. A média da idade dos pacientes de DC com doenças perianais foi de 41,25 anos (16‐66 anos). Dentre os 24 pacientes com DII associada a doença perianal, foram encontrados 16 (66,6%) pacientes com fístula perianal, 5 (20,8%) pacientes com fístula retovaginal, 3 (12,5%) pacientes com estenose anal, 2 (8,3%) pacientes com celulite perianal, 2 (8,3%) pacientes com abscesso perianal, 1 (4,16%) paciente com doença hemorroidária e 1 (4,16%) paciente com fissura anal, estando presente, em alguns, mais de um tipo de manifestação. O tratamento medicamentoso dos pacientes de DC que cursaram com doença perianal, em sua maioria, incluía o uso de imunobiológicos (91,67%), sendo que 45,83% faziam uso de Adalimumabe, 41,66% utilizavam Infliximabe e 4,16% utilizavam Ustequinumabe. Dos 24 pacientes, 21 (87,5%) foram submetidos à intervenção cirúrgica. Foram realizados ao total 12 procedimentos de fistulectomia, 7 colocações de sedenho, 2 drenagens de abscesso perianal, 2 dilatações anais, 1 estenotomia e 1 hemorroidectomia.

Conclusão(ões): A proporção de doenças perianais em DC encontradas neste hospital universitário foi superior à de Portela (2018), de 20‐25%. Observando‐se em específico, tem‐se que: fístula é a forma mais comum de manifestações perianais na DC, sendo encontrado neste estudo quase o dobro referido por Kotze e Araújo (2019): 9‐56%, enquanto fístulas retovaginais apresentaram semelhante prevalência deste estudo (3,5‐23%) ou comparado ao de Andrade et al. (2005) de 25%. Os achados em relação ao tratamento mostram que a grande maioria (87,5%) dos pacientes necessitou de intervenção cirúrgica, fato este que vai de encontro a Kotze e Araújo (2019) que estimou que cerca de 70–90% dos pacientes com DC necessitarão de intervenção cirúrgica alguma vez no decorrer de sua vida.

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Journal of Coloproctology

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