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Vol. 39. Issue S1.
Pages 23-24 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 23-24 (November 2019)
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Melanoma anorretal primário: relato de dois casos e revisão da literatura
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L.B. Favero, A.B. Filho, M.R. Feitosa, P.H. Pisi, R.S. Parra, V.F. Machado, O. Féres, J.J.R. Rocha
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar dois casos de melanoma anorretal submetidos ao tratamento cirúrgico em nossa instituição e discutir seus aspectos terapêuticos.

Descrição do caso: Caso 1: Mulher de 59 anos em investigação de doença hemorroidária há cinco meses. Ao exame: lesão anal vegetante, pigmentada e linfonodomegalia inguinal bilateral. Biópsia da lesão evidenciou melanoma do canal anal. Ao estadiamento, não apresentava metástase à distância. Submetida à amputação abdominoperineal do reto e esvaziamento inguinal bilateral. O estudo anatomopatológico da peça operatória confirmou o diagnóstico de melanoma com acometimento de linfonodos pericólicos e inguinais à direita. No segundo mês de acompanhamento foi diagnosticada com progressão da doença para sistema nervoso central e optou‐se por quimioterapia paliativa. Caso 2. Mulher de 80 anos, em investigação de hematoquezia e abaulamento anal iniciado há cinco meses. Ao exame com lesão pediculada e pigmentada na linha pectínea, cuja biópsia diagnosticou melanoma anorretal. Ao estadiamento, sem metástase à distância. Realizada ressecção transanal da lesão do reto, com bom controle dos sintomas da paciente. A análise imuno‐histoquímica da peça cirúrgica para foi positiva para mutação do C‐KIT. A paciente recusou quimioterapia adjuvante. Após três meses de seguimento, houve progressão local da doença e a paciente foi submetida à amputação abdominoperineal do reto. Na cirurgia foi evidenciado comprometimento da cúpula vaginal. Iniciou radioterapia quatro meses após o tratamento cirúrgico. Devido progressão da doença no abdome (massa pararrenal esquerda e no mesogástrio), optou‐se por tratamento paliativo.

Discussão: O melanoma anorretal primário é uma neoplasia maligna rara e de comportamento agressivo. Alguns fatores contribuem para o prognóstico ruim da doença: ausência de fatores de risco bem conhecido e diagnóstico tardio devido à heterogeneidade da apresentação clínica. Não existe tratamento padrão para o melanoma anorretal, entretanto a abordagem cirúrgica é a principal opção. Deve ser obedecido o princípio de ressecção completa da lesão, com margem mínima de 1cm, o que pode estar associado à grande morbidade pelas limitações anatômicas do sítio tumoral. Mesmo nos pacientes submetidos à cirurgia com ressecção completa do tumor, a taxa de recidiva é elevada e grande número de pacientes poderá desenvolver metástases à distância.

Conclusões: O melanoma anorretal é neoplasia agressiva e que deve ser rapidamente reconhecida e tratada, com intuito de diminuir a morbimortalidade da doença.

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Journal of Coloproctology

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