Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 158 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 158 (November 2019)
459
Open Access
Melanoma anorretal ‐ relato de caso
Visits
...
J.C.A.D. Silva, A.C. Moreira, M.M. Ribeiro, B.R.D.A. Junior, M.M. de Sousa, L.B.O. Batista, A.D.S. Vilarinho, J.D. Filho
Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, Fortaleza, CE, Brasil
Article information
Full Text

Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar caso de melanoma anorretal em paciente do sexo feminino, 60 anos, diagnosticado no serviço de residência em coloproctologia.

Método: M.L.S.M., mulher de 60 anos procurou o serviço de coloproctologia com queixas de tumoração, com pontos de ulceração as 12 horas em região anal associado a dor, desconforto local ao evacuar, sangramento e prurido. Foi submetida a ressecção cirúrgica de tumor perianal, evidenciando em estudo anatomopatologico neoplasia maligna pouco diferenciada, epitelioide, ulcerada, pigmentada, com elevado indice mitótico e margens comprometidas, sugestivo de melanoma.

Resultados: Tendo como sítio mais comum a pele, o melanoma pode afetar outros locais como cavidade oral, nasal, fígado, baço e intestino, seja de forma primária ou secundaria. O melanoma maligno anorretal apresenta baixa incidência, sendo um tumor pouco frequente, representando 0,4%‐1,6% de todos os melanomas e 1% dos tumores do canal anal. Normalmente acomete a faixa etária entre a sexta e oitava décadas de vida. A exemplo do caso, muitas vezes, com uma sintomatologia semelhante a de outras doenças perianais, seu diagnóstico pode ser prejudicado e retardado; podendo se manifestar como a maioria das patologias anais benignas, com sangramento, prurido, secreção anal, dor anal ou dor durante a evacuação. O tempo médio de sintomas relatados na literatura varia entre 3 a 12 meses. Bem como no caso descrito, a maioria dos tumores apresenta‐se sob a forma de tumores nodulosos ou ulcerados. Em relação ao tratamento ainda é assunto controverso. Excisão local e ressecção abdominoperineal são as propostas técnicas para ressecção cirúrgica do melanoma anorretal. Existem poucos estudos na literatura comparando estas técnicas, porém, em geral, não há diferença quanto à sobrevida global. Dados na literatura sobre o efeito da radioterapia isoladamente ou em combinação com cirurgia são poucos e inconsistentes. Embora a radioterapia adjuvante não tenha resultado em melhora na sobrevida global, alguns efeitos no controle regional da doença foram demonstrados. Outras opções de terapia adjuvante incluem imunoterapia, braquiterapia e quimioterapia. A quimioterapia adjuvante não demonstrou benefício significativo na sobrevida. Em relação ao prognóstico é muito ruim, havendo uma sobrevida média de aproximadamente 20 meses, sendo a cura muito rara.

Conclusão(ões): A ocorrência dos melanomas anorretais é pouco frequente, associa‐se a um prognóstico reservado, tendo em vista a dificuldade em realizar o diagnóstico precoce, pelo fato das queixas serem semelhantes às patologias orificiais benignas.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools