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Vol. 37. Issue S1.
Pages 104 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 104 (October 2017)
P‐071
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.072
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MELANOMA MUCOSO PRIMÁRIO DE CANAL ANAL: RELATO DE CASO
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Thiara Medeiros Jabor Ferreira, Antonio C. Miranda, Fernando A.P. Andrade, Leonardo F. Valentim, Juliana D.M. Beckmann, Thais S. Cardoni
Hospital Municipal da Piedade, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Melanomas são tumores malignos oriundos de mutações nos melanócitos, têm como principal sítio a forma cutânea, porém podem ocorrer em outros locais: oculares, mucosais e leptomeningeal.

O melanoma primário de mucosa representa 1,4% de todos os melanomas, pode surgir em qualquer local do trato gastrointestinal, são mais comuns os anorreatais. Esses representam 16,5% de todos os melanomas mucosos e têm taxa de incidência anual de 0,4 caso por milhão. As lesões podem afetar o canal anal, o reto ou ambos. Os sintomas comuns são sangramento retal, dor, desconforto evacuatório e prolapso. Geralmente o tumor é polipoide com ou sem pigmentação e também pode ser ulcerado.

O melanoma anorretal é diagnosticado em 2/3 dos pacientes e na maiora das vezes como hemorroidas, adenocarcinoma, pólipos e câncer de reto. No momento do diagnóstico cerca de 1/3 já apresenta metástases regionais ou a distância.

Seu tratamento inicial era considerado a cirurgia de Miles. No entanto, estudos recentes mostraram que a ressecação abdomino perineal não mostrou vantagem para a sobrevivência em comparação com a ampla excisão cirúrgica local. A radioterapia pós‐operatória proporciona um melhor controle local, mas não altera a sobrevida.

Os melanomas de mucosa são raros e têm comportamentos mais agressivos e piores prognósticos quando comparados com outros subtipos. O fato de ocorrerem em locais ocultos, associado à falta de sinais iniciais e específicos, corrobora para seu diagnóstico e prognóstico ruins.

Devido a sua raridade, o conhecimento sobre sua patogênese e dos fatores de risco ainda é insuficiente e não há protocolos bem estabelecidos para estagiamento e tratamento de melanomas mucosos.

Nosso caso representa uma evolução rápida e metastática do tumor, optamos por ressecção cirúrgica excisional da lesão que englobou a área de metástase.

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Journal of Coloproctology

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