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Vol. 38. Issue S1.
Pages 101-102 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 101-102 (October 2018)
P75
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.218
Open Access
METÁSTASES HEPÁTICAS EM CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE CANAL ANAL ‐ RELATO DE CASO
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Anna Caroline Guerro, Christiane Diva Campos Veneroso, Jorge Benjamin Fayad, Jayna Martins Neno Rosa, Isadora Mendonça Botelho de Souza Villarinho, Rinaldo Prates Periard, Renata Rocha Barbi
Hospital Federal de Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Introdução: Os tumores de canal anal correspondem a apenas 3% de todas as neoplasias do trato digestivo baixo. Os tumores basalóides tem origem no epitélio de transição, enquanto o espinocelular tem origem na pele queratinizada do canal anal. Entretanto, resposta ao tratamento e prognostico similares. Alguns autores sugerem que tumores basaloides tem um risco maior de desenvolver doença metastática.

Descrição do caso: T.M.S.E., 56 anos, sexo feminino, iniciou há 5 meses com alteração de hábito intestinal e hematoquezia, associada à perda ponderal de 10 quilos. Realizou colonoscopia que evidenciou lesão vegetante e ulcerada, friável, de bordas irregulares, com necrose a 3cm da borda anal. O laudo histopatológico evidenciou carcinoma pouco diferenciado tipo basaloide, infiltrando lâmina própria e submucosa. Iniciado tratamento com quimioterapia e radioterapia em agosto de 2017 a novembro de 2017. Ao final do tratamento realizou tomografia de controle com implantes hepáticos secundários em segmentos IV, VII e VIII. Em janeiro de 2018 foi submetida a hepatectomia para ressecção de metástases hepáticas. O quadro evoluiu com dor anal refratária ao uso de analgésicos e, em maio de 2018, uma nova biópsia mostrou recidiva local do tumor, infiltrando parede de transição anorretal. No momento paciente aguarda para realizar cirurgia de resgate.

Discussão: Até meados de 1980 a cirurgia radical com amputação abdominoperineal de reto era considerada a primeira opção de tratamento. Entretanto, a introdução de uma terapia combinada de quimioterapia e radioterapia apresenta menor morbidade, evitando muitas vezes a incontinência anorretal e a necessidade de colostomia. Pacientes com doença metastática tem uma diminuição na sobrevida global em cinco anos de 78% para 18%, sendo que a sobrevida mediana é de aproximadamente 12 meses. O fígado e o sítio metastático mais comum fora da pelve. Em uma análise retrospectiva realizada por Pawlik et al. em que 27 pacientes com carcinoma espinocelular anal com metástases hepáticas tiveram terapias dirigidas ao fígado, concluiu‐se que alguns pacientes podem se beneficiar de uma abordagem terapêutica combinada, com aumento nas taxas e sobrevida.

Conclusão: A estratégia de tratamento do carcinoma metastático deve ser individualizada, uma vez que alguns pacientes se beneficiam com uma abordagem mais agressiva. No entanto, mais estudos são necessários para definir critérios que selecionariam estes indivíduos.

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Journal of Coloproctology

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