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Vol. 37. Issue S1.
Pages 130 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 130 (October 2017)
P‐131
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.132
Open Access
MIOEPITELIOMA DE PARTES MOLES DO RETO: RELATO DE CASO
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Larissa Andrade da Costa, Ursula Araujo de Oliveira Galvão Soares, Aline Landim Mano, Lina Maria Goes de Codes, Isabela Dias Marques da Cruz, Flavia Ribeiro de Castro Fidelis, Euler Medeiros Ázaro Filho
Hospital São Rafael, Salvador, BA, Brasil
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Introdução: Os tumores mioepiteliais de partes moles são raros, localizados principalmente nos membros, sem relato na literatura de ocorrência no reto. Apresenta‐se, em geral, como massa dolorosa, bem delimitada e não encapsulada, a maioria é benigna. A imuno‐histoquímica (IIQ) é essencial para o diagnóstico conclusivo. Faz diagnóstico diferencial com tumor estromal gastrointestinal, leiomioma e tumor glômico. O tratamento consiste na excisão cirúrgica com margens livres. A sobrevida em cinco anos varia de 36 a 88% nas lesões de alto e baixo grau, respectivamente. A taxa global de recorrência é de 20% e ocorre metástase em torno de 30% dos casos malignos.

Objetivo: Relatar o primeiro caso de mioepitelioma retal, correlacionar com dados da literatura desse tipo de tumor de outras localizações.

Relato de caso: Sexo feminino, 35 anos, em investigação de dor abdominal, fez ressonânica de pelve com achado de nódulo sólido em transição anorretal. O exame físico revelou nodulação subepitelial do reto de 3cm, adjacente à musculatura esfincteriana, não aderida a planos profundos. Colonoscopia normal. A ecoendoscopia identificou lesão em camada muscular do reto e o anatomopatológico da punção aspirativa foi neoplasia mesenquimal ou epitelioide com degeneração mixoide. IIQ sugeriu tumor glômico. Submetida a exérese transanal. A anatomia patológica e a IIQ confirmaram o diagnóstico de mioepitelioma de partes moles.

Discussão: Como no presente caso, a idade média de ocorrência do mioepitelioma de partes moles é de 38 anos. Apesar de não haver publicações prévias, diante de lesões subepiteliais nesse órgão, deve‐se incluir o mioepitelioma como diagnóstico diferencial. Fica evidente a importância da ressecção cirúrgica e da análise IIQ no diagnóstico e tratamento definitivos.

Conclusão: Trata‐se de um caso inédito na literatura, de extrema importância para aumentar o grau de suspeição diante de lesões semelhantes, possibilita diagnóstico e tratamento corretos.

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Journal of Coloproctology

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