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Vol. 39. Issue S1.
Pages 224-225 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 224-225 (November 2019)
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MODELO DE TREINAMENTO DE DISSECÇÃO PÉLVICA LATERAL POR VIDEOLAPAROSCOPIA EM ANIMAIS (SUÍNOS)
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L.C. Pandini1, R.V. Pandini2, G.C. Cotti2, A. Spinelli3, T. Anbar‐Neto4, J.A. Pupo‐Neto5, C.A.R. Martinez6, S.C. Nahas2
1 Curso Continuado de Videocirurgia de Araçatuba, Araçatuba, SP, Brasil
2 Hospital das Clínicas (HC), Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
3 Humanitas Research Hospital, Rozzano, Itália
4 Faculdade de Medicina em São José do Rio Preto (FACERES), São José do Rio Preto, SP, Brasil
5 Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
6 Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Área Cirurgia Minimamente Invasiva, Novas técnicas cirúrgicas/Avanços Tecnológicos em Cirurgia Colorretal e Pélvicas e Anorretais

Categoria Pesquisa básica

Forma de Apresentação Vídeo Livre

Objetivo(s) A aquisição de habilidades na videocirurgia em cenários de alta complexidade demanda esforço e tempo. No câncer de reto a execução da linfadenectomia lateral pélvica (LLP) exige do cirurgião laparoscópico qualidade técnica e o conhecimento anatômico da região. O emprego da RM no estadiamento do câncer de reto tem aumentado a identificação de linfonodos laterais pélvicos e a necessidade da LLP, em casos selecionados, surge para o melhor controle local da doença. Neste cenário o Curso Continuado de Videocirurgia de Araçatuba, com seus vinte e seis anos de experiência no ensino da cirurgia Colorretal Laparoscópica, propõe uma padronização de treinamento da dissecção pélvica lateral em modelo animal suíno, uma vez que este modelo in vivo apresenta particular semelhança anatômica com o humano.

Descrição da técnica O treinamento ocorre com um suíno de 22‐24kg, de acordo com as leis brasileiras de cuidados e uso de animais. A aprovação Ética foi obtida pela Comissão de Ética em uso de animais da Faculdade de Medicina FACERES. O animal é colocado sob anestesia geral e supervisão de um veterinário. O pneumoperitônio é realizado com agulha de Veress na região umbilical e inserção de 5 trocartes sendo um em cada quadrante. A cirurgia se inicia com a identificação do ureter e da artéria umbilical. O peritônio é aberto sobre a artéria e veia ilíaca externa e dissecados todo tecido linfoadiposo em suas faces lateral e medial. A fáscia dos músculos psoas e obturador são dissecados de todo tecido gorduroso e linfoadiposo. A dissecção continua pela artéria e veia ilíaca interna e suas tributárias. O nervo obturador corre paralelo ao tendão do músculo psoas menor e sua porção superior encontra‐se abaixo da bifurcação dos vasos ilíacos externos e sua porção distal anterioriza sendo sua identificação facilitada próximo ao púbis e desce em direção ao tendão do músculo psoas menor. O nervo obturador é dissecado do pacote linfonodal e a fossa obturatória é esvaziada. A dissecação então progride para a veia ilíaca interna e porção distal da aorta caudal onde emerge a artéria sacral mediana e as artérias ilíacas internas uma vez que o suíno não possui artéria ilíaca comum.

Discussão e Conclusão(ões) A excisão total do mesorreto (ETM) é o padrão ouro no tratamento cirúrgico do câncer de reto. A ETM diminuiu a recidiva tumoral e aumentou a sobrevida no câncer de reto. Contundo em tumores localmente avançados pode haver o acometimento do tumor em locais fora do mesorreto, como nos linfonodos ilíacos e obturatórios. Os possíveis benefícios da LLP estão em discussão. Este modelo de treinamento visa adquirir maior habilidade na dissecção lateral pélvica, com a finalidade de vencer a falta de confiança dos cirurgiões frente à dissecção lateral pélvica e de promover um treinamento sistematizado para o melhor aprendizado, a padronização deste procedimento para garantir resultados mais seguros e eficazes devido ao treinamento contínuo e prévio à execução no humano.

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Journal of Coloproctology

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