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Vol. 39. Issue S1.
Pages 180-181 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 180-181 (November 2019)
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Morbidade associada exclusivamente ao fechamento de ileostomia em pacientes com câncer do reto submetidos a retossigmoidectomia com excisão total do mesorreto minimamente invasiva
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A.S. Portilho, S.E.A. Araujo, B.B. Vailati, V.E. Seid, L.S. Gerbasi, M.T. Marcante
Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): A ileostomia de proteção tem como objetivo prevenir complicações infeciosas graves após as operações de retossigmoidectomia com excisão total do mesorreto (ETM). No entanto, uma das desvantagens associadas ao seu emprego é a morbidade imediata associada ao fechamento (reversão) da derivação. No presente estudo objetivou‐se analisar a ocorrência de complicações associadas ao fechamento de ileostomia após ETM minimamente invasiva.

Método: Estudo retrospectivo uni‐institucional. Foram avaliados pacientes submetidos à retossigmoidectomia com ETM e ileostomia de proteção videolaparoscópica por neoplasia de reto no Hospital Municipal da Vila Santa Catarina – São Paulo/SP.

Resultados: Entre 2016 e 2019, 70 foram submetidos a retossigmoidectomia com ETM e ileostomia de proteção por videolaparoscopia. Do total, o fechamento de ileostomia foi realizado em 53 (75,7%). Destes, 26 (49%) eram homens e a média de idade foi de 59,7 (+OU‐10,8) anos. A mediana para o intervalo entre a ETM e o fechamento de ileostomia foi de 18,29 semanas (1,5‐104,7). A média de IMC foi de 25,7kg/m2 (+‐3,7). Em todas as cirurgias, a mesma técnica foi seguida empregando‐se sutura mecânica. A taxa geral de morbidade imediata para a casuística foi de 21 (39%) e incluiu íleo prolongado em 12 (22%) casos; fístula ou deiscência do fechamento de ileostomia em 2 (3,7%) casos e infecção. Do total, 6 (+ou‐11,3) pacientes tiveram complicações com classificação Clavien‐Dindo maior ou igual a 3. Nenhum paciente necessitou de confecção de nova ileostomia e em dois casos foi necessária laparotomia com ressecção da anastomose, sendo em um deles confecionada ileostomia terminal e em outro realizada anastomose ileocólica. Dos 70 pacientes submetidos a ETM com ileostomia, em 17 (24%) não foi possível re‐estabelecer a evacuação transanal. Na presente casuística, o tempo médio com estoma para os pacientes submetidos ao fechamento da ileostomia foi de 25,1 (+ou‐23) semanas. O intervalo médio de tempo de seguimento para essa casuística foi de 25,8 (+‐9,6) meses.

Conclusão(ões): A morbidade associada ao fechamento de ileostomia é significativa e não tem somente de origem infeciosa.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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