Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 36 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 36 (November 2019)
833
Open Access
Mucocele de apêndice: tratamento e seguimento
Visits
...
N.B. Maciel, R.O. Vilanova, B.C. Santana, L. Pincinato, I.Cd. Albuquerque, W.H.D. Bretones
Hospital Heliópolis, São Paulo, SP, Brasil
Article information
Full Text

Área Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria Relatos de caso

Forma de Apresentação Pôster

Objetivo(s) Relatar o caso, esclarecer as condutas atuais e descrever seguimento.

Descrição do caso Masculino, 43 anos, assintomático, realizou colecistectomia videolaparoscópica em novembro de 2018, no qual foi visualizado aumento do diâmetro do apêndice, porém, sem sinais inflamatórios. No seguimento realizou tomografia de abdome e pelve que visibilizou formação cística em topografia do apêndice de 10,2 x 4,6cm. Realizado laparotomia exploradora e encontrado lesão cística em toda extensão do apêndice cecal de aproximadamente 10,0 x 5,0cm e aparente infiltração do ceco. Não foram encontradas outras lesões ou implantes secundários, procedido com hemicolectomia direita sem intercorrências. Paciente apresentou boa evolução pós‐operatória com alta hospitalar em cinco dias

Discussão Os tumores mucinosos apendiculares constituem uma neoplasia rara e representam cerca de 1% de todos os cânceres. Entre eles incluem um grupo heterogêneo de doenças com potencial maligno variável, conforme refletido por diferentes sistemas de classificação. As categorias bem reconhecidas incluem adenocarcinomas mucinosos, e adenocarcinomas do tipo colônico comum (não mucinosos), que são virtualmente idênticos aos da região colorretal. Neoplasias mucinosas apendiculares estão presentes em 0,2% a 0,3% dos espécimes de apendicite. Pacientes podem apresentar diversas manifestações clínicas inespecíficas, e o quadro de apendicite aguda é o mais comum. O tratamento baseia‐se na extensão de acometimento da doença. A apendicectomia simples pode ser considerada para tumores que exibem apenas doença local. Se o apêndice apresentar‐se perfurado e sem invasão linfática, o tratamento de eleição é a apendicectomia mais HIPEC ‐ quimioterapia intraperitoneal hipertérmica. E se apresentar positividade de margens cirúrgicas porem sem invasão ganglionar, deve‐se proceder com ressecção ileocecal mais HIPEC. Hemicolectomia direita deve ser considerada para limpar a margem do tumor em caso de envolvimento após apendicectomia, e deve ser considerada para tumores envolvendo a área peri‐ apendicular, tamanho do tumor de 2cm ou mais, histologia de alto grau ou tumor que invade através da muscular própria. Se há evidência de pseudomixoma peritoneal propõem‐se um tratamento cirúrgico agressivo, com ressecção das superfícies peritoneais parietais e viscerais associada a exérese de órgãos estomago, vesícula, cólon direito e reto sigmoide mais terapia HIPEC. Conclusão: Os TMA podem‐se apresentar na forma de apendicite aguda, e também frequentemente como achado incidental em anátomo‐patológico. O tratamento depende do grau histológico do tumor e da presença de pseudomixoma peritoneal. Os pacientes com tumor de apêndice deveriam realizar um seguimento com colonoscopia regulares, dado o risco de associação com tumor colorretal.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools