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Vol. 37. Issue S1.
Pages 88 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 88 (October 2017)
P‐035
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.036
Open Access
MUCOSITE GASTROINTESTINAL DURANTE NEOADJUVÂNCIA PARA ADENOCARCINOMA DE RETO: RELATO DE CASO
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Anderson de Almeida Maciel, Isaac José Felippe Corrêa Neto, Alexander de Sá Rolim, Ângelo Rossi da Silva Cecchini, Diego Palmeira Rangel, Rogério Freitas Lino de Souza, Laercio Robles
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Introdução: A mucosite gastrointestinal é um achado comum após tratamento quimioterápico e radioterápico. Com patogênese multifatorial, pode se apresentar de diversas formas clínicas, com variação de acordo com o regime de tratamento.

Descrição do caso: Paciente de 73 anos, feminino, diagnosticada com adenocarcinoma de reto baixo, apresentava à colonoscopia lesão no nível da linha pectínea, que se estendia por 2cm, ocupava cerca de 40% da circunferência. No estadiamento não havia evidência de lesões secundárias a distância, foi indicada terapia neoadjuvante. Antes de completar o último ciclo de radioterapia, deu entrada no pronto atendimento com evolução de 10 dias de dor e distensão abdominal, associadas a náuseas, vômitos e diminuição da eliminação de flatos e fezes. Ao exame físico em ruim estado geral, desidratada, hipocorada, abdome distendido, doloroso difusamente e com descompressão dolorosa. Fez exames laboratoriais que revelaram pancitopenia, radiografia de abdome evidenciava distensão de alças de intestino delgado, sem pneumoperitônio. Em tomografia de abdome demonstrava distensão e espessamento parietal difuso de alças de delgado. Foi conduzida de forma conservadora, com reposição volêmica, sondagem nasogástrica e nutrição parenteral, além de granuloquine e antibioticoterapia, com boa resposta clínica, melhoria da dor abdominal e retorno do trânsito intestinal. Repetida tomografia de abdome após o décimo dia de internação que revelou melhoria considerável da distensão e edema das alças intestinais.

Discussão: A mucosite tende a se apresentar como quadros agudos e na maioria das vezes por meio da diarreia, náuseas e vômitos. Alguns casos, como o descrito, podem se apresentar com dor abdominal intensa e sinais de suboclusão intestinal, tornam difícil a decisão de manejo conservador.

Conclusão: O conhecimento da patologia e das formas de apresentação, além da experiência da equipe, é de alto valor para o melhor manejo de quadros clínicos atípicos.

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Journal of Coloproctology

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