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Vol. 39. Issue S1.
Pages 172 (November 2019)
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Neoadjuvancia e neoplasia de reto – experiência em centro de referência em oncologia no estado de alagoas
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M.A. Lins Neto, G.G. de Carvalho, S.M. da Silva Andrade, M.Ad.A. Ferreira, T.G. Muritiba, L.C. Lins, M.A. de Mendonça, L.H.A. Salvador Filho
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió, AL, Brasil
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Área Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria Pesquisa básica

Forma de Apresentação Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s) Definir o perfil epidemiológico dos pacientes diagnosticados com neoplasia de reto e canal anal em centro de referência em Oncologia no estado de Alagoas. Analisar a resposta dos pacientes submetidos à neoadjuvância com neoplasia de reto e canal anal.

Método Trata‐se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, realizado em um centro de referência em Oncologia. As informações foram coletadas através do prontuário eletrônico registrados de 2015 até 2018. Perfazendo um total de 62 pacientes com neoplasia de reto e canal anal tratados no serviço de coloproctologia, levando‐se em consideração as seguintes variáveis: Gênero, idade, tipo histológico, localização do tumor e resposta à neoadjuvância.

Resultados Dos 62 pacientes do estudo, 18 (29%) eram homens e 44 (71%) mulheres, com idade entre 34 e 106 anos, com média de 60,4 anos. Resultado semelhante ao estudo demográfico de Torres5 realizado no estado de Sergipe que identificou sexo feminino mais prevalente (70/91 casos) e idade média de 63,8 anos. No Brasil, as estatísticas publicadas pelo Inca, tem discrepâncias notáveis que parecem expressar distorções regionais o que tornam pouco aceitáveis os números relatados6. Em 46 pacientes (74,2%) a neoadjuvância realizada, nos demais pacientes 16 (25,8%) a neoadjuvância não foi realizada por diversos motivos (perda de seguimento, transferência para outro serviço ou óbito). Quanto a localização do tumor: 17 (27,4%) dos pacientes os tumores estavam localizados no canal anal, 20 (32,2%) em reto inferior, 13 (21%) em reto médio e 12 (19,3%) em reto superior. Quanto ao tipo histológico: 37 (59,6%) eram adenocarcinoma, 23 (37%) carcinoma espinocelular e em dois (3,2%) o anatomopatológico foi inconclusivo. Quanto ao tipo histológico, o adenocarcinoma predominou em reto superior (100%), reto médio (83,3%) e reto inferior (65%). O carcinoma espinocelular foi a neoplasia predominante do canal anal correspondendo a 94,1%. Na classificação anatomopatológica o adenocarcinoma moderadamente diferenciado, foi o mais frequente com 17 (45,9%) pacientes, seguido do adenocarcinoma bem diferenciado com 11 (29,7%). resultados similares aos encontrados em um estudo de Júnior7. Entre os pacientes que apresentaram carcinoma espinocelular, os pouco diferenciados estiveram em nove (39,1%), seguido dos moderadamente e bem diferenciados, seis (17,3%) pacientes, cada. A resposta histopatológica à neoadjuvância foi completa em 19,5% dos casos (9/46), parcial 8,7% (4/46) e incompleta 71,8% (33/46). Em estudo semelhante, Hiots et al. identificou uma resposta clínica completa à neoadjuvância em 19% dos casos (93/488).

Conclusão(ões) O paciente portador de neoplasia de reto e canal anal deste estudo é preponderantemente do sexo feminino e com idade média de 60,4 anos. O adenocarcinoma foi tipo histológico mais encontrado entre os tumores de reto, predominando os moderadamente diferenciados. Em tumores de canal anal, o carcinoma espinocelular foi predominante. A resposta à neoadjuvância foi completa em 19.5% dos casos.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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