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Vol. 39. Issue S1.
Pages 34-35 (November 2019)
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Pages 34-35 (November 2019)
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Neoplasia colorretal sincrônica coexistindo com tumor de brenner
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L.A.N. Assis, Í.F.C. Amorim, E.A.W. Silva, L.R. Pelegrinelli, A.F.R. Zago, A.K.B. Ferreira
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil
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Área Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria Relatos de caso

Forma de Apresentação Pôster

Objetivo(s) Os tumores colorretais são a neoplasia maligna mais comum do trato gastrointestinal e apresenta aumento exponencial do número de casos com o passar dos anos, devido a hábitos e condições de vida, envelhecimento populacional e outros fatores determinantes. Trata‐se do 3° câncer mais frequente no sexo feminino e 4° no sexo masculino. É responsável por mais de meio milhão de mortes/ano em escala mundial e a 4° causa de morte oncológica a nível nacional. Este presente trabalho tem como objetivo demonstrar a importância da colonoscopia como exame de escolha para diagnóstico de tumores colorretais sincrônicos, sendo crucial para definição da proposta terapêutica e interferindo diretamente na sobrevida do doente.

Descrição do caso Paciente, 58 anos, sexo feminino, com história de dor abdominal episódica, tipo cólica, moderada intensidade, há 6 meses. Associada a perda ponderal de 11kg nesse período. Negava hematoquezia, melena e alteração no padrão evacuatório. Foi submetida a colonoscopia que demonstrou lesão vegetante em reto, pólipo em cólon descendente e lesão estenosante em cólon ascendente. Material enviado para biópsia constatando adenocarcinoma. Foi submetida a colectomia total oncológica com anastomose ileorretal com bolsa ileal e ooforectomia bilateral. Anatomopatológico laudou adenocarcinoma do tipo intestinal, pouco diferenciado, em ceco. Lesão no reto, adenocarcinoma bem diferenciado com invasão incipiente na submucosa, e tumor de Brenner em ovário.

Discussão e Conclusão(ões) Tumores sincrônicos, possuem frequência de 3‐5% e trata‐se daquelas lesões diagnosticadas simultaneamente, seja no pré ou intraoperatório, descartando‐se extensão por contiguidade e excluindo possibilidade de que algum seja metastático. Já os tumores colorretais metacrônicos são neoplasias independentes que se desenvolvem em indivíduos já operados de câncer colorretal e nos quais se afastou a presença de lesão sincrônica. É essencial a realização de colonoscopia durante investigação deste paciente a fim de se buscar coexistência de lesões. Sendo detectado sincronismo tumoral é indicada colectomia total ou subtotal. Caso exame incompleto, inadequado ou impossibilidade de realizá‐lo é recomendado seguimento com colonoscopia em 3 a 6 meses, período no qual se evidenciado lesão intestinal, considera‐se ainda como tumor sincrônico. No referido caso clínico, paciente foi diagnosticada ainda com Tumor de Brenner em ovário esquerdo, neoplasia incomum, geralmente benigna, com pico de incidência na 5° década de vida, pós menopausa, sendo que na grande maioria dos casos este diagnóstico se dá por incidentaloma. Não foi encontrado na literatura relação direta entre neoplasia colorretal e tumor de Brenner e não há piora prognóstica com a coexistência das 2 patologias.

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Journal of Coloproctology

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