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Vol. 38. Issue S1.
Pages 150 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 150 (October 2018)
TL69
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.321
Open Access
NEUROESTIMULAÇÃO SACRAL EM INCONTINENCIA FECAL. EXPERIENCIA INICIAL
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Luiz Henrique Cury Saada,b, Walmar Kerche Oliveiraa,b, Mauro Masson Lercoa,b
a Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, SP, Brasil
b Clínica Saad, São Paulo, SP, Brasil
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A incontinência fecal é uma situação frequente (1,4‐18% da população geral) e com grandes repercussões físicas e emocionais. Na falha do tratamento clínico conservador tem se buscado terapias que se aproximem do ideal. A terapia deveria ser efetiva, com duração à longo prazo, minimamente invasiva, risco baixo comparado ao benefício, melhorar ou aprimorar todos os fatores do problema e largamente disponível e utilizável. A neuroestimulação sacral tem se mostrado altamente eficaz em todos estes aspectos para pacientes com incontinência fecal, obstipação com dissernegia de assoalho pélvico e síndrome de ressecção anterior baixa do reto. Material e método: Neste estudo 23 pacientes foram submetidos ao implante de neuroestimulador sacral, sendo 19 devido incontinência fecal. Os pacientes eram 83% sexo feminino e idade média de 52,4 anos (32‐77 anos). Pacientes foram submetidos à avaliação clínica, principalmente, score de incontinência fecal de Jorge‐Wexner, exame de manometria anorretal, ultrassonografia endoanal e eletromiografia anorretal. Todos os pacientes apresentavam score de Jorge Wexner acima de 15 e haviam sido submetidos ao tratamento clínico conservador, inclusive com várias sessões de biofeedback. Seis pacientes (31%) eram portadores de defeitos esfincterianos submetidos a esfincteroplastia anal e com recidiva clínica da incontinência. O seguimento pós implante foi de 2 a 28 meses, sendo que em 15 (79%) foi superior a 6 meses e em 6(32%) acima de 18 meses. Resultados: 72% dos pacientes referiram melhora clínica do quadro de incontinência acima de 70% e 20% acima de 90%. O score de Jorge –Wexner baixou em média 59%. Os portadores de defeito esfincteriano submetidos a esfincteroplastia anal obtiveram queda do score de Jorge‐Wexner em média de 53%. Conclusão: neuroestimulação sacral é um tratamento efetivo para pacientes portadores de incontinência fecal, não responsivos ao tratamento clinico conservador, mesmo portadores de defeito esfincteriano. Os benefícios terapêuticos são sustentados em médio prazo.

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Journal of Coloproctology

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