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Vol. 38. Issue S1.
Pages 132 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 132 (October 2018)
TL32
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.284
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O IMPACTO DA COLONOSCOPIA COM MAGNIFICAÇÃO DE IMAGENS NA CONDUTA DE LESÕES NEOPLÁSICAS COLORRETAIS EXTENSAS
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Fábio Shiguehissa Kawaguti, Cintia Mayumi Sakurai Kimura, Carlos Frederico Sparapan Marques, Caio Sergio Rizkallah Nahas, Rodrigo Ambar Pinto, Fauze Maluf‐Filho, Sergio Carlos Nahas
Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Resumo: A avaliação eficiente em predizer o risco de invasão é fator determinante para o sucesso na ressecção endoscópica das neoplasias colorretais precoces. A colonoscopia com cromoscopia e magnificação de imagem permite a avaliação do padrão de criptas da superfície das lesões, e através da sua classificação, predizer o seu diagnóstico histológico.

Objetivo: Avaliar a acurácia da cromoscopia com magnificação em prever o diagnóstico histológico através da classificação do padrão de criptas em neoplasias colorretais extensas, e sua importância em indicar o melhor tipo de tratamento, endoscópico ou cirúrgico.

Métodos: Estudo retrospectivo a partir de banco de dados coletados prospectivamente em centro de referência oncológico, de pacientes avaliados entre abril de 2009 e junho de 2015. Pacientes com neoplasias colorretais superficiais com alto risco de invasão submucosa submetidos à colonoscopia com magnificação foram incluídos no estudo. Neoplasias colorretais superficiais com alto risco de invasão submucosa foram definidas como pólipos sésseis, deprimidos ou lesões de crescimento lateral (LST) maiores que 20mm.

Resultados: Um total de 123 lesões foram incluídos no estudo, com tamanho médio de 54.0±37.1mm. A avaliação através da cromoscopia com magnificação e classificação do padrão de criptas apresentou sensibilidade de 73,3%, especificidade de 100%, valor preditivo positivo de 100%, valor preditivo negativo de 96,4% e acurácia de 96,7% em predizer a profundidade da invasão neoplásica e consecutivamente direcionar o paciente para o melhor tratamento, cirúrgico ou endoscópico. Do total de casos avaliados, 63 eram localizados no reto e destes, 33 foram submetidos à ressonância magnética (RM) de pelve, sendo que em 31 deles o estadiamento foi T2. Destes 31 pacientes T2 à RM, 22 deles (70,1%) foram diagnosticados como não invasivos à cromoscopia com magnificação e ressecados por dissecção submucosa endoscópica, todos com critérios de cura no diagnóstico histológico final.

Conclusão: A avaliação de lesões neoplásicas colorretais extensas através de colonoscopia com cromoscopia e magnificação apresenta alta acurácia e pode ser decisiva em indicar o melhor tratamento.

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Journal of Coloproctology

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