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Vol. 39. Issue S1.
Pages 131 (November 2019)
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Obliteração do reto e canal anal como complicação da retossigmoidectomia anterior com anastomose colorretal baixa: relato de caso
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M.C. Rodrigues, F. Balsamo, S.D.F. Boratto, S.H.C. Horta, D.F. Santos, D.F. Santos, R.L.G. Slaibi
Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Santo André, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): O objetivo desse trabalho é relatar essa complicação rara e pouco descrita na literatura da anastomose colorretal baixa que é a total obliteração do reto e canal anal.

Descrição do caso: Paciente masculino, 82 anos, com diagnóstico há 3 anos de adenocarcinoma de reto médio a 7cm da borda anal, foi submetido a tratamento neoadjuvante com RT com 5.040 cGy e QT com Capecitabinae cirurgia 8 semanas após o término. Realizada retossigmoidectomia anterior com anastomose colorretal término‐terminal a 3cm da borda anal mecânica por duplo grampeamento (grampeadores Contour® e circular 33mm) e transversostomia derivativa, sem intercorrências em pós‐operatório. O estudo histopatológico da peça revelou adenocarcinoma moderadamente diferenciado pT3N0M0. Iniciou terapia adjuvante por 3 meses com esquema FLOX e interrompida por neurotoxicidade. Após novo estadiamento sem alterações, entrou em programação para fechamento da transversostomia, mas exame clínico revelou ânus completamente obliterado e já epitelizado. Colonoscopia somente foi possível através do ostoma e confirmou estenose de anastomose e colite de desuso.

Discussão e Conclusão(ões): As complicações da retossigmoidectomia com anastomose colorretal apresentam uma incidência de aproximadamente 15% para os pacientes com anastomose manual e 23% nos submetidos a anastomose mecânica como demonstrou Cruz e col. 3 em sua casuística envolvendo 380 pacientes operados para o tratamento do câncer de reto. Dentre as complicações, as mais observadas foram deiscência de anastomose em 57%, estenose da anastomose em 26% e abscesso pélvico em 5%. A incidência da estenose é relativamente alta, como sugerem outros estudos epidemiológicos, variando de 3 a 30%e é mais comum nas anastomoses mecânicas do que nas confeccionadas manualmente (2:1) 4,5. A isquemia poderia estar implicada com a estenose, supondo que o processo inflamatório consequente e a fibroplasia subsequente reuniriam os elementos necessários para a reparação com retração e estreitamento circunferencial durante o processo de cicatrização6. Obliteração completado reto com fechamento do orifício anal configura um extremo da estenose da anastomose. É uma complicação rara, com poucos casos descritos. Atribuímos o acontecimento deste tipo de complicação a uma resposta inflamatória exacerbada secundária a isquemia local com extensa fibrose local e como fator contribuinte as consequências da radioterapia pélvica prévia.

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Journal of Coloproctology

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