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Vol. 38. Issue S1.
Pages 7 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 7 (October 2018)
P103
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.017
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OBSTRUÇÃO COLÔNICA POR TUMOR DESMÓIDE
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Italo Filipe Cardoso Amorim, Katyara Rodrigues Fagundes, Emerson Abdulmassih Wood Da Silva, Gustavo Roberto Carvalho Tiveron, Luciano Ricardo Pelegrinelli, Aurélio Fabiano Ribeiro Zago, Lucas Domingos Rodrigues da Cunha
Hospital de Clínicas, Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba, MG, Brasil
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Introdução: O tumor desmóide (TD) é uma neoplasia benigna, que se origina de estruturas fasciais ou músculo‐aponeuróticas, constituída por proliferação fibroblástica. É um tumor raro que representa 0,03% de todas as neoplasias. Diagnosticado em sua maioria entre os pacientes de 20 a 40 anos e mais prevalente em mulheres na idade reprodutiva. Apesar de histologicamente benignos, os TD têm comportamento maligno, sendo localmente invasivos e com elevada recorrência após ressecção. A morbimortalidade se relaciona com o envolvimento deórgãos e estruturas adjacentes. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de TD, cujo diagnóstico clínico e radiológico era de obstrução intestinal por neoplasia primária do cólon, mas o estudo anatomopatológico estabeleceu o diagnósticode TD.

Descrição do caso: Paciente masculino, 61anos, admitido com história de parada de eliminação de flatos e fezes há 5 dias. Ao exame físico apresentava massa palpável em flanco esquerdo. Realizado TC de abdome evidenciando massa abdominal e sinais de obstrução intestinal. Optado por laparotomia exploradora e visualizado tumoração de parede abdominal com obstrução colônica e sendo necessário ressecção da massa com colectomia esquerda e enterectomia segmentar. Anatomopatológico: proliferação fusocelular com discreta atipia, mitoses; compatível com tumor desmoide com infiltração da musculatura esquelética e intestino grosso e delgado.

Discussão: A etiologia dos TD não foi ainda totalmente esclarecida. Todavia, existem fatores reconhecidamente relacionados ao seu desenvolvimento: genéticos, traumáticos e hormonais. O tratamento é orientado pela sua localização, extensão a órgãos vitais ou se há presença de recidiva. A cirurgia tem papel importante, entretanto pode estar associada a altas taxas de recorrência local. A quimioterapia deve ser considerada em casos inoperáveis ou de doença residual. Faltam diretrizes consensuaistanto sobre o manuseio cirúrgico quanto conservadordesses tumores. Isso se deve ao escasso número de casos estudados e ao seu amplo espectroclínico e anatomopatológico.

Conclusão: Tumor desmóide pode apresentar diferentes formas clínicas, inclusive simulando neoplasia colorretal primária.

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Journal of Coloproctology

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