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Vol. 37. Issue S1.
Pages 101 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 101 (October 2017)
P‐064
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.065
Open Access
OBSTRUÇÃO INTESTINAL MECÂNICA POR SONDA VESICAL
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Luciana Martins Krohling, Tarcianna Ribeiro Santos, Paulo César de Castro Junior, André da Luz Moreira, Luiz Fernando Pedrosa Fraga, Francisco Lopes Paulo, Aarón Alarcón Novillo
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Introdução: A retenção urinária já foi descrita como complicação após cirurgia de amputação abdominoperineal, assim é comum o uso de cateterismo vesical durante os primeiros dias de pós‐operatório. Observa‐se ainda em uma parcela dos pacientes um retardo na eliminação de fezes pela colostomia e distensão abdominal, devido à manipulação cirúrgica.

Descrição do caso: Paciente do sexo masculino, 74 anos, em pós‐operatório precoce de cirurgia de Miles por tumor anorretal, evoluiu com quadro de distensão abdominal, vômitos e parada de funcionamento da colostomia. Foram iniciadas medidas clínicas, porém após 48 horas manteve‐se o quadro de obstrução intestinal com distensão abdominal, timpanismo, dor difusa à palpação profunda, sinal de Blumberg negativo e drenagem tipo estase pela sonda nasogástrica. Parâmetros hemodinâmicos estáveis e com diurese satisfatória pelo cateter vesical. Foi aventada a possibilidade de abordagem cirúrgica após a tomografia computadorizada. O exame tomográfico sugeriu compressão extrínseca do intestino delgado por globo vesical, provavelmente ocasionado por mau posicionamento do cateter vesical de demora. Após reposicionamento da sonda, ocorreu saída imediata de 1.800ml de urina. Em poucos minutos os sintomas obstrutivos foram resolvidos.

Discussão: A obstrução intestinal pós‐cirúrgica já foi descrita por diversas causas, como: aderências precoces, formação de hérnia interna, rotação do mesentério e alça intestinal na confecção do estoma, abscesso intra‐abdominal. No caso em questão, a causa atribuída foi um desposicionamento do cateter vesical, com formação de globo vesical que levou a obstrução extrínseca do intestino delgado. O paciente mantinha bom débito urinário a despeito do globo vesical, dificultava assim diagnóstico do caso.

Conclusão: Embora rara, a pressão da bexiga distendida devido a retenção urinária ocasionou obstrução mecânica de alças de delgado em pontos próximos à fossa ilíaca esquerda e ao oco pélvico, deve ser lembrada como causa de obstrução intestinal em pacientes pós‐amputação abdominoperineal.

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Journal of Coloproctology

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