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Vol. 37. Issue S1.
Pages 161 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 161 (October 2017)
P‐206
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.207
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OBSTRUÇÃO INTESTINAL POR HÉRNIA PARAESTOMAL GÁSTRICA: RELATO DE UM CASO
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João José Fagundes, Carlos Augusto Real Martinez, Vitor Augusto de Andrade, Pedro França da Costa, Maria de Lourdes Setsuko Ayrizono, Raquel Franco Leal, Claudio Saddy Rodrigues Coy
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Introdução: Hérnias paraestomais (HPE) representam uma das complicações tardias mais frequentes dos estomas. Na maioria dos casos, o saco herniário contém o intestino delgado, o grande omento ou o cólon. O encarceramento do estômago numa HPE é achado excepcional e existem seis casos publicados.

Objetivo: Apresentar caso de uma HPE encarcerada cujo estômago era o conteúdo do saco herniário.

Relato do caso: Mulher, 77 anos, queixava‐se de vômitos biliosos e hematêmese havia três dias. Referia distensão abdominal e dor na fossa ilíaca esquerda em local onde existia ileostomia terminal confeccionada havia 13 anos após retocolectomia para tratamento de neoplasia colorretal sincrônica. Três anos após a retocolectomia notou a formação de HPE conduzida de forma expectante. Havia 24 horas apresentou pioria da dor abdominal com parada da eliminação de gases e fezes pela ileostomia. O exame abdominal mostrava HPE encarcerada irredutível às manobras manuais. Com objetivo de esclarecer o sangramento digestivo foi submetida à EDA, que mostrou esofagite erosiva intensa, estômago em ampulheta com acentuada estase gástrica e resíduos alimentares. Identificou‐se ainda lesão ulcerada com 4cm de diâmetro localizada no antropiloro sem sinais de sangramento ativo. Não houve progressão do gastroduonenoscópio para o duodeno. Para melhor avaliar o local da obstrução intestinal fez‐se tomografia computadorizada do abdômen. O exame mostrou que a maior parte do corpo e do antro gástrico, além do omento maior, encontrava‐se herniada para o interior da HPE. As porções craniais do corpo e fundo gástrico mostravam importante dilatação. Com o diagnóstico de abdômen agudo obstrutivo consequente à HPE com conteúdo gástrico encarcerado indicou‐se a cirurgia. A paciente foi submetida à herniorrafia paraestomal com prótese de polipropileno fixada sobre a aponeurose dos músculos oblíquo externo e reto abdominal. Após a correção da HPE apresentou evolução satisfatória, recebeu alta no terceiro dia de pós‐operatório. No momento faz acompanhamento ambulatorial sem recidiva da HPE.

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Journal of Coloproctology

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