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Vol. 38. Issue S1.
Pages 23-24 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 23-24 (October 2018)
P134
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.051
Open Access
PARACOCCIDIOIDOMICOSE INTESTINAL MIMETIZANDO CÂNCER DE CÓLON: RELATO DE CASO
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Gabriella Oliveira Lima, Suyanne Thyerine da Silva Lopes, Matheus Duarte Massahud, Pedro José Guimarães Cardoso, Matheus Matta Machado Mafra Duque Estrada Meyer, Fernando José Campos Lavall, Ilson Geraldo da Silva
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: A paracoccidioidomicose (PCM) é uma infecção fúngica sistêmica, endêmica em países da América Latina, causada pelo fungo termodimórfico Paracoccidioides brasiliensis. Predomina em homens (90%) entre 30 e 50 anos e está relacionado à área rural. A contaminação ocorre por via inalatória e acomete principalmente os sistemas respiratório, tegumentar e linfático, sendo os pulmões e vias aéreas superiores os locais mais comumente afetados. O comprometimento intestinal é raro.

Descrição do caso: Paciente do sexo masculino, 69 anos, que laborou por muitos anos em madeireiras do Sul do Brasil. Procurou serviço médico devido emagrecimento, sendo submetido a colonoscopia que revelou lesão vegetante com ulceração central e endurada, realizadas biópsias definidas como inflamatórias apesar da revisão de lâmina. Diante de uma tosse crônica em piora, o paciente foi encaminhado ao pneumologista e otorrinolaringologista além da propedêutica abdominal. Foi realizado drenagem maxilar e biópsias que diagnosticam a PCM. Nas tomografias também foram evidenciadas doença pulmonar e hepática. Realizado tratamento medicamentoso durante 3 meses com melhora do quadro clínico. Submetido a nova colonoscopia após 6 meses não sendo mais evidenciado lesão.

Discussão: A PCM apresenta uma variedade de manifestações clínicas. As principais alterações no trato gastrointestinal são encontradas nos segmentos ricos em tecido linfoide, como íleo terminal, apêndice e cólon direito. O acometimento abdominal pode ser oligo ou assintomático e dificilmente é diagnosticado no exame clínico. Os sintomas digestivos mais comuns são cólicas abdominais, diarreia, vômitos, emagrecimento, massa palpável fixa, dor generalizada à palpação do abdome. Os achados radiográficos são inespecíficos e podem ser confundidos com neoplasia, doenças inflamatórias, doenças granulomatosas e linfoma. O padrão‐ouro para o diagnóstico é a identificação do fungo em exame a fresco do escarro ou outro espécime clínico, ou fragmento de biópsia de órgãos supostamente acometidos. O tratamento é de longa duração com o objetivo de controlar os sintomas clínicos e evitar recaídas e deve ser mantido até obtenção dos critérios de cura com base nos parâmetros clínicos, radiológicos e sorológicos.

Conclusão: A PCM nas formas menos usuais é subestimada com frequência, sendo seu reconhecimento essencial para um tratamento adequado.

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Journal of Coloproctology

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