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Vol. 39. Issue S1.
Pages 208 (November 2019)
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Percepção de estudantes de medicina acerca de um simulador de baixo custo do procedimento de colostomia em alça
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R.T.P. Prado, H.K.S.S. Lima, D.M.F. Lima, A.N.G. Fernandes, M.S.V.S. Valente, B.B. Ricciardi, F.J.C. Menezes, B.M.d.C. Borges
Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Fortaleza, CE, Brasil
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Área: Ensino em Coloproctologia

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): O procedimento de Colostomia em alça constitui uma medida fundamental no manejo de diversas doenças prevalentes e causadoras de elevado grau de morbimortalidade na população ocidental, como Neoplasias Colorretais. Trata‐se da confecção de um canal entre o intestino e o meio externo para a retirada do bolo fecal, ocasionando limitações às atividades de vida diária sofridas pelo paciente. Nesse cenário, é indispensável um corpo de cirurgiões capazes de realizar essa conduta de maneira eficaz, diminuindo o tempo de presença da bolsa e risco de complicações a que o doente está sujeito. Infelizmente, simuladores para essa prática mostram‐se caros e de difícil reprodução, dessa forma, esse trabalho a proposta de um modelo de baixo custo e fácil replicabilidade para o treino da Colostomia, e como ele foi avaliado por um grupo de estudantes de Medicina.

Método: O modelo é formado por duas partes. A primeira: uma representação de uma alça intestinal, composta por placas de espuma e feltro. A segunda mimetiza as camadas da parede abdominal, feitos de papel EVA e espuma, tudo dentro de um manequim. Em curso de Cirurgia, estudantes passaram por simulações de uma colostomia, após uma aula expositiva sobre o assunto, composta de duas fases: Diérese dos planos da parede abdominal e Fixação da alça à parede. Ao fim, os participantes respondiam um questionário na escala Likert, avaliando o modelo, indo de “discordo totalmente” até “concordo totalmente”.

Resultados: Com uma amostra de 51 estudantes, indo do segundo ao oitavo semestre do curso de medicina e na faixa etária de 18 a 36 anos, observou‐se 56,9% possuía experiência prévia com o ensino da cirurgia. Dentro dos questionamentos, todos os alunos concordaram, total ou parcialmente, acerca do modelo ter uma correlação anatômica satisfatória, possibilitar a movimentação adequada para realizar a tarefa, propiciar visualização adequada e que pode ser reproduzido. Outras perguntas sobre a ergonomia e qualidade dos materiais também tiveram avaliações significativamente positivas, com apenas 2% dos avaliadores discordando parcialmente, e mais de 80,4% concordando totalmente. Mantendo o padrão de boa percepção, 92,2% da amostra concorda totalmente com a hipótese de que o simulador é adequado para o treino da prática da Colostomia, enquanto os outros 7,8% afirma, parcialmente, o mesmo. Encerrando com a inquirição de que o modelo, em geral, representa, fielmente, o procedimento real. 68,6% dos estudantes atesta totalmente que “sim”, enquanto os outros 27,5% confirma de maneira parcial, o restante discordou parcialmente ou se mostrou indiferente.

Conclusão(ões): Observando a predominância de avaliações positivas, define‐se um modelo promissor para o treinamento de Colostomia para acadêmicos, com ou sem contato prévio com a ciência cirúrgica, no contexto do baixo custo, reprodutibilidade e similaridade com o procedimento real. Entretanto, melhorias acerca da ergonomia e qualidade do material foram salientadas.

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Journal of Coloproctology

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