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Vol. 38. Issue S1.
Pages 132-133 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 132-133 (October 2018)
TL33
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.285
Open Access
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS COLONOSCOPIAS DE UM SERVIÇO HOSPITALAR TERCIÁRIO: ANÁLISE DE 4208 LAUDOS
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Manuela Pereira Liger, Sabina Aparecida Alvarez de Paiva, Paulo Henrique Pisi, Maira Barra Benjamim, Diogo Peres Martins Soares, Igor Cardoso Baima, Lucas Consentino de Martins
Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Objetivo: Analisar as variáveis dos resultados dos exames de colonoscopia de um Hospital Terciário, realizados entre 2011 e 2018.

Material e métodos: Trata‐se de um estudo transversal e retrospectivo no qual foram analisados 4208 laudos de colonoscopia, de um Hospital Terciário, entre 2011 e 2018. As seguintes variáveis foram estudadas: gênero, faixa etária, exame completo ou incompleto, hipótese diagnóstica, origem pública ou privada, quantidade e localização de pólipos, presença de complicações, preparo adequado ou ruim. No estudo, alguns pacientes foram submetidos a mais de um exame em tempos distintos e existiram também laudos com mais de um diagnóstico.

Resultados: Foram avaliados 4208 laudos de colonoscopia. A maioria dos laudos foi do gênero feminino, totalizando 2653 (63%) e 1555 (37%) do gênero masculino. Houve predomínio na faixa etária de 50 a 70 anos (51,23%). O número de colonoscopias completas foi de 3747 (89%) e 461 (11%) incompletas, tendo como, a formação de alça no aparelho, a principal causa de não progressão do colonoscópio (43%). A principal hipótese diagnóstica encontrada nos exames foi doença diverticular dos cólons 1352 (30,9%) seguida da presença de pólipos 917 (20,9%). Em relação a localização dos pólipos, foram encontrados 252 pólipos no cólon sigmóide (26%) e a minoria, 47(5%), no ceco, com o predomínio de 780 (81%) do tipo séssil sobre 186 (19%) do tipo pediculado, sendo que alguns pacientes apresentavam pólipos de ambos os tipos. Dentre todos os exames realizados, ocorreram apenas 6 complicações, sendo 2 hipotensões com bradicardia, 2 perfurações e 2 sangramentos após polipectomia. Houve prejuízo em 5% dos exames devido ao preparo inadequado do cólon.

Conclusão: A epidemiologia do serviço analisado condiz com a literatura, comprovando que a faixa etária mais prevalente para realização do exame de colonoscopia é entre 50 e 70 anos. Há também maior incidência da doença diverticular dos cólons e pólipos colônicos acima da 5 ª década de vida. A localização dos pólipos predomina no cólon sigmóide e a morfologia séssil é a mais comum. A frequência de complicações é pequena quando comparada a tamanha relevância diagnóstica e terapêutica que esse exame representa para o estudo do trato digestivo baixo.

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Journal of Coloproctology

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