Journal Information
Vol. 38. Issue S1.
Pages 24 (October 2018)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 38. Issue S1.
Pages 24 (October 2018)
P135
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.052
Open Access
PERFURAÇÃO COLÔNICA POR ÚLCERA ESTERCORAL NO MEGACÓLON CHAGÁSICO: RELATO DE CASO
Visits
...
Bruno Augusto Alves Martinsa,b,c, Amanda Cristina de Souzaa,b,c, Ana Luiza Alves Nicolettia,b,c, Ana Carolina Gomes Siqueiraa,b,c, Jéssica Danicki Prado Fernandesa,b,c, Letícia Reis Kalumea,b,c, Brunna Cintra de Azevedoa,b,c
a Hospital Regional de Planaltina, Brasília, DF, Brasil
b Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Brasília, DF, Brasil
c Hospital Regional de Ceilância (HRC), Brasília, DF, Brasil
Article information
Full Text

Introdução: A doença de Chagas (DC) é uma doença infectoparasitária que apresenta uma das maiores taxas de mortalidade no Brasil. O megacólon chagásico (MC) é uma das possíveis manifestações que surge com a progressão da doença e pode cursar com complicações de urgência, como úlcera estercoral em decorrência de atrito por fecaloma.

Descrição do caso: paciente de 69 anos, feminino, portadora de DC com acometimento intestinal, admitida em serviço de urgência com história de 2 semanas de dor e distensão abdominal. Como sintomas associados, relatava constipação, entretanto havia apresentando duas evacuações pastosas nas últimas 24 horas. Ao exame físico, apresentava‐se em estado geral ruim, taquicárdica, desidratada, emagrecida, com abdome distendido e doloroso difusamente à palpação. Toque retal evidenciou presença de fezes endurecidas na ampola retal. Rotina radiológica de abdome agudo revelou pneumoperitônio e imagem sugestiva de fecaloma englobando hemiabdome esquerdo e baixo ventre. Sob a hipótese diagnóstica de abdome agudo perfurativo, foi realizada laparotomia exploradora. Ao inventário de cavidade, evidenciaram‐se sinais de peritonite purulenta difusa, e sigmoide de dimensões extremamente aumentadas, apresentando ponto de perfuração de aproximadamente 5mm na borda antimesentérica de sua porção média. Foi efetuada retossigmoidectomia e colostomia à Hartmann. No pós‐operatório, paciente evoluiu com pneumonia, apresentando insuficiência respiratória que levou ao óbito cinco dias após a abordagem cirúrgica.

Discussão e conclusão: As complicações mais frequentes do MC é o fecaloma, que também é uma das manifestações das formas graves de constipação intestinal crônica, e o volvo de sigmoide. Os fecalomas ocorrem predominantemente em segmentos anorretais e sigmoideano e, devido à ação mecânica que exercem na parede intestinal com consequente isquemia, predispõem o aparecimento de úlceras estercorais, cuja incidência em pacientes com MC é de aproximadamente 3%. Se não identificada e tratada precocemente, a lesão pode evoluir com perfuração, acarretando complicações graves e com alta taxa de morbimortalidade, como abscessos, peritonite fecal e fístulas, as quais requerem manipulação cirúrgica.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools