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Vol. 38. Issue S1.
Pages 60 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 60 (October 2018)
P203
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.127
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PERFURAÇÃO DE SIGMOIDE EM PACIENTE PSIQUIÁTRICA POR INGESTÃO DE MÚLTIPLOS CORPOS ESTRANHOS: RELATO DE CASO
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Alberto Vilar Trindadea,b, Amanda Cristina de Souzaa,b, Ana Luiza Alves Nicolettia,b, Ana Carolina Gomes Siqueiraa,b, Letícia Reis Kalumea,b, Jéssica Danicki Prado Fernandesa,b, Gabriela Mendonça Vilar Trindadea,b
a Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Brasília, DF, Brasil
b Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), Brasília, DF, Brasil
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Introdução: A ingesta de corpo estranho (CE) costuma ser involuntária, em adultos, podendo ser voluntária em indivíduos com doenças psiquiátricas e em crianças. O CE, ao percorrer o esôfago, em 80 a 90% dos casos se resolvem espontaneamente e 10 a 20% impactam em algum segmento do trato gastrointestinal exigindo alguma intervenção.

Descrição de caso:C.G.J., feminino, 35 anos, doméstica, deu entrada no Pronto Socorro com dor abdominal difusa, de forte intensidade e com duração de 4 horas. Tinha diagnóstico (dx) de esquizofrenia e teve dificuldade em responder às perguntas da anamnese, mas estava acompanhada da irmã. O exame físico mostrou um bom estado geral, facies e atitude de grande ansiedade, afebril, taquicárdica e taquipneica, com sinais de irritação peritoneal difusa. Uma rotina radiológica para abdome agudo mostrou a presença de pneumoperitôneo e alguns objetos metálicos em topografia de fossa ilíaca esquerda, tendo‐se o dx de perfuração intestinal. Paciente revelou que havia ingerido vários objetos metálicos numa tentativa de suicídio. Após laparotomia exploratória, evidenciou‐se perfuração de colo sigmoide provocada por um objeto metálico pontiagudo que veio do lúmen da alça intestinal em direção à cavidade peritoneal. Devido uma contaminação fecal no local da perfuração optou‐se pela extensão da lesão colônica, retirada de dez objetos metálicos entre pedaço de garfo, pinças, grampos de cabelo e moedas, lavagem da cavidade e exteriorização da lesão na forma de uma colostomia em alça. A paciente teve alta após quatro dias de internação com a marcação de consultas ambulatoriais para o posterior fechamento da colostomia.

Discussão e conclusão: A maioria dos CE geram apenas desconforto sem maiores complicações e, na investigação diagnóstica, são radiopacos na radiografia. Os CE costumam ficar impactados nas duas constrições esofágicas, no piloro, na segunda e na terceira porções do duodeno, no ângulo de Treitz e na válvula ileocecal. Os CE maiores do que 6,5cm e os pontiagudos são os que mais comumente causam perfuração. Dessa forma, apesar de a paciente ter ingerido múltiplos objetos e esses terem ultrapassado os principais obstáculos em que normalmente ocorrem os agravos, a perfuração ocorreu no sigmoide, mostrando a importância no seguimento de um paciente psiquiátrico e a necessidade de outros métodos diagnósticos para localizar todos os objetos e, assim, evitando as complicações.

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Journal of Coloproctology

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