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Vol. 38. Issue S1.
Pages 26 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 26 (October 2018)
P139
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.056
Open Access
PERFURAÇÃO ENDOSCÓPICA DE CÓLON DESFUNCIONALIZADO: RELATO DE CASO
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Andre Accetta, Italo Accetta, Eduardo Cortez Vassallo, Marianna Martini Fischmann, Angelica Freitas Silva Kneipp
Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO), Duque de Caxias, RJ, Brasil
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Introdução: A cirurgia de Hartmann é frequentemente indicada em situações em que a anastomose primaria é considerada pouco segura, porém a confecção de um cólon desfuncionalizado envolve o risco de algumas complicações, sendo rara a perfuração decorrida de procedimentos endoscópicos. A pouca literatura do assunto acarreta dificuldade no manejo dos casos.

Relato do caso: Fem, 46, deu entrada no hospital para realização de colonoscopia ambulatorial. A indicação era estudo do cólon como pré operatório de reconstrução do trânsito intestinal. Um ano antes, havia sido submetida a sigmoidectomia de urgência em outra unidade, por inflamação, seguida de 2 reoperações subsequentes e confecção de colostomia a Hartmann. Ao iniciar a colonoscopia através do ânus, encontramos coto retal de aproximadamente 8cm, aberto onde acreditamos ser a sua extremidade distal e entramos com o tubo na cavidade peritoneal. Identificando a perfuração, interrompemos o exame e realizamos tomografia computadorizada, onde foi visto pneumoretroperitôneo, pneumoperitôneo e pneumotórax bilateral. A seguir, foi realizada laparotomia exploradora para rafia do coto retal (que estava com uma perfuração de 2cm, mais abaixo da sutura final) e drenagem de tórax bilateral. Evoluiu bem, com alta 7 dias após o evento adverso.

Discussão: É de extrema importância a colonoscopia pré operatória na reconstrução do trânsito intestinal. Ainda existem poucas evidências sobre os mecanismos específicos de perfuração endoscópica do cólon desfuncionalizado, porém fatores como insuflação excessiva de ar e trauma direto sobre a parede intestinal estão associados a ela. Essa complicação pode ser tratada de forma cirúrgica ou conservadora, levando em conta o objetivo do exame, a extensão da perfuração e o quadro clínico. Caso ocorra sinais de infecção, a cirurgia de urgência é indicada e tem clara relação com o prognóstico.

Conclusão: A perfuração do coto retal em exames endoscópicos é incomum, mas quando ocorre deve ser identificada com rapidez. Não há consenso sobre o melhor tratamento. A cirurgia é uma opção segura.

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Journal of Coloproctology

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