Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 7-8 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 7-8 (November 2019)
270
Open Access
Perfuração traumática de hérnia perineal secundaria a amputação abdominoperineal por câncer de reto inferior
Visits
...
H. Samartine Juniora, A.J.T. Alves Juniora, A.C. Hardyb, S.O. Bancia, F.A. Delattib, F.P. Gomesa, J. Simoes Netoa, J.A. Reis Netoa
a Clínica Reis Neto, Campinas, SP, Brasil
b Hospital PUC‐Campinas, Campinas, SP, Brasil
Article information
Full Text

Área: Doenças do assoalho pélvico/Fisiologia Intestinal e Anorretocólica

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Objetivo deste trabalho é realizar uma breve revisão da literatura e relatar um caso de hérnia perineal em seguimento clínico, com evento de perfuração após trauma, abordada na urgência.

Descrição do caso: Paciente L.A.V., 67 anos, em seguimento de HP, após amputação abdominoperineal por adenocarcinoma de reto, com diagnóstico, neoadjuvância e tratamento cirúrgico em 2014, também em seguimento por neoplasia prostática sincrônica, em vigência de quimioterapia paliativa por metástase óssea desde o mesmo período. Atendido em nosso serviço após sincope seguida de queda da própria altura, apresentando dor abdominal e pélvica importante, associada a náuseas e vômitos e, ao exame físico, hérnia perineal de moderado volume, encarcerada, com sinais flogísticos locais. Submetido inicialmente a exame tomográfico, sendo evidenciado volumosa herniação de alças de intestino delgado e cólon na região perineal e achados sugestivos de perfuração intestinal, sendo encaminhado a cirurgia, com confirmação diagnóstica e necessidade de abordagem intestinal e correção herniária.

Discussão e Conclusão(ões): A incidência de HP sintomáticas, secundárias a cirurgias abdominoperineais são bastante raras. Acometem pacientes entre a 5ª e 7ª décadas de vida, sobretudo mulheres, tendo como fatores de risco o diabetes mellitus, obesidade, pacientes submetidos a neoadjuvância e infecções de ferida no pós operatório. Em geral, cursam assintomáticas. Na presença de sintomas, o quadro clínico pode ser caracterizado por desconforto perineal ao sentar, sensação de peso perineal, sintomas urinários, entre outros. Para complementação diagnóstica, exames de imagem como radiografia contrastada, tomografia computadorizada ou ressonância magnética podem ser uteis, estabelecendo‐se assim diagnósticos diferenciais. O tratamento é cirúrgico, no entanto em algumas situações pode‐se optar pelo tratamento conservador. Se optado pela cirurgia, esta pode ser realizada por via perineal, abdominal ou videolaparoscópica ou mista, sendo a reparação desse tipo de defeito apresentada, ainda nos dias atuais, como um desafio cirúrgico. Apesar de raras, as HP são complicações descritas da amputação abdominoperineal do reto, podendo cursar com sintomatologia variável e complicações graves associadas. Pensar nos fatores de risco e nas possíveis complicações demanda planejamento de métodos para melhor elaboração cirúrgica e técnicas preventivas.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools