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Vol. 38. Issue S1.
Pages 60-61 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 60-61 (October 2018)
P204
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.128
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PERITONIOSTOMIA NO TRATAMENTO DO ABDOME AGUDO COMPLICADO POR PERDA DE DOMICÍLIO DAS ALÇAS INTESTINAIS
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Marley Ribeiro Feitosa, Josiane Harumi Cihoda Lopes, Fernanda Costa Pereira, Rogerio Serafim Parra, Antonio Balestrin Filho, Omar Féres, José Joaquim Ribeiro da Rocha
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: A permanência do abdome aberto após intervenção cirúrgica (peritoniostomia) é indicada em casos de peritonite difusa, quando não há controle completo da infecção, trauma abdominal, hemorragias intra‐abdominais, isquemia mesentérica, pancreatite aguda grave e síndrome compartimental abdominal. O objetivo é relatar um caso de apendicite aguda complicada, que evoluiu com perda de domicílio, peritoniostomia e múltiplas reabordagens.

Descrição do caso: Homem, 21 anos, no 48° pós‐operatório de apendicite aguda grau IV. Sob cuidados de terapia intensiva e com obstrução intestinal. O abdome se encontrava em peritoniostomia e as alças de delgado distendidas, com aderências firmes e perda de domicílio.Optado por reabordagem e realizado lise parcial das aderências do delgado para confecção de ileostomia em alça e jejunostomia descompressiva. O fechamento temporário da aponeurose foi feito com tela ventral de dupla face (polipropileno/e‐PTFE). Pele e subcutâneo foram mantidos abertos. Houve necessidade de múltiplas revisões e remoção da tela por contaminação após 15 dias. Recebeu alta para enfermaria no 77° dia de internação. Evoluiu com fístula enterocutânea no 123° dia de internação hospitalar, sendo submetido à rafia e novas revisões. Permaneceu internado por 8 meses e recebeu alta hospitalar com fístula enterocutânea de baixo débito com necessidade de 3 curativos diários, ileostomia em alça funcionante, com boa aceitação da dieta e deambulando. Manteve seguimento ambulatorial com fechamento da fístula enterocutânea e reconstrução do transito intestinal.

Discussão: A peritoniostomia esta associada complicações como: fístulas entéricas, abscessos abdominais, evisceração com perda de domicilio e hérnias abdominais. O fechamento do abdome deve ser feito o mais breve possível. A taxa de mortalidade é elevada e depende de diversos fatores, como comorbidades e gravidade da condição que o levou à peritoniostomia. Há várias técnicas de fechamento temporário do abdome e as mais realizadas envolvem o uso de compressas ou telas, com ou sem pressão negativa. Os fatores preditores para fechamento tardio são: nutrição enteral, disfunção orgânica, infecção local ou sistêmica, número de reintervenções e aparecimento de fístulas.

Conclusão: A peritoniostomia pode ser utilizada de forma temporária nas catástrofes abdominais e a recuperação dos pacientes requer empenho da equipe cirúrgica.

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Journal of Coloproctology

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