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Vol. 37. Issue S1.
Pages 121-122 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 121-122 (October 2017)
P‐111
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.112
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PIODERMA GANGRENOSO EM PACIENTE COM RETOCOLITE ULCERATIVA: RELATO DE CASO
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Monica Janine Gomes de Souza, Nathálya Gonçalves dos Santos, Lorena Souza Rodrigues da Cunha, Leonardo Marrone Pereira, Andreia Renata de Andrade, Nathália Leite Oliveira Zeitoun, Mardem Machado de Souza
Hospital Universitário Julio Muller (HUJM), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT, Brasil
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Introdução: O pioderma gangrenoso é uma dermatose crônica, de etiologia incerta e alta prevalência em portadores de doenças inflamatórias intestinais (DII), que se manifesta através de lesões crônicas ulceradas e dolorosas de evolução rápida e progressiva.

Descrição: R.M.A.A.D., mulher, 41 anos, com diagnóstico de retocolite ulcerativa (RCU) havia quatro anos, em uso de infliximabe e azatioprina, relatou pústula em região infraumbilical havia nove dias. Lesão evoluiu com drenagem espontânea e ulceração de 5cm de diâmetro, sem sintomas sistêmicos. Paciente foi internada e iniciada antibioticoterapia com metronidazol, curativo com alginato de cálcio e mantidos infliximabe e azatioprina. Após quatro dias de internação, foi constatada melhoria clínica, foi indicada alta hospitalar para término de tratamento com seguimento ambulatorial. Em duas semanas, paciente retornou ao hospital com pioria da extensão da lesão com flogose local. Foi novamente internada e feita antibioticoterapia com clindamicina e ceftriaxona, iniciada hidrocortisona, associadas ao curativo com alginato de cálcio, e ainda mantidos azatioprina e infliximabe. Após 10 dias de internação, houve resolução da lesão e a paciente teve alta hospitalar.

Discussão: Como manifestação extraintestinal das DII, o pioderma gangrenoso é mais comum na RCU. A lesão pustulosa evolui para úlcera crônica irregular e dolorosa, de bordas violáceas e fundo granuloso. O tratamento baseia‐se na administração de agentes tópicos, antibioticoterapia de amplo espectro, imunossupressores, corticoides e até imunoglobulina venosa em alguns casos. Tal doença tem um curso variável e imprevisível. Seu diagnóstico é de exclusão. O prognóstico costuma ser bom naqueles que respondem rapidamente aos esquemas iniciais de tratamento. As lesões costumam involuir com o tratamento da doença de base.

Conclusão: A hipótese de pioderma gangrenoso deve sempre ser aventada em pacientes com DII que apresentam lesão cutânea de início súbito sem resposta à antibioticoterapia isolada. Essa entidade tem bom prognóstico com diagnóstico e tratamento precoces.

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Journal of Coloproctology

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