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Vol. 37. Issue S1.
Pages 112 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 112 (October 2017)
P‐090
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.091
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PIODERMA GANGRENOSO NA RETOCOLITE ULCERATIVA: RELATO DE CASO
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Leandro Minatel Vidal de Negreiros, Elizete Aparecida Lomazi, Maria de Lourdes Setsuko Ayrizono, Michel Gardere Camargo, Carlos Augusto Real Martinez, Claudio Saddy Rodrigues Coy, Raquel Franco Leal
Serviço de Coloprocotologia, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Introdução: O pioderma gangrenoso (PG) é uma manifestação comum que costuma estar associado às doenças inflamatórias intestinais (DII), principalmente na retocolite ulcerativa (RCU). Trata‐se de uma dermatose neutrofílica, crônica e muitas vezes recorrente. A apresentação clínica é variável, mas no geral se caracteriza por lesões cutâneas ulceradas e dolorosas, acomete principalmente os membros inferiores.

Descrição do caso: Paciente, 13 anos, sexo feminino, portadora de RCU – pancolite, com início das manifestações aos quatro anos, não responsiva ao tratamento clínico, com períodos de controle da atividade inflamatória com uso de corticoide, evolui com lesão ulcerada após nove anos de doença, principalmente em região de tornozelo esquerdo de grande extensão, com acometimento também do tornozelo direito. Tratada com terapia biológica e corticoide. Devido à refratariedade da doença colônica e manutenção dos PGs com pouca melhoria, optou‐se por fazer colectomia total e ileostomia terminal. Evoluiu com melhoria do quadro com retirada do corticoide, cicatrização dos PGs e melhoria nutricional, 13 meses após foi submetida à reconstrução do trânsito. Paciente em acompanhamento há oito anos, assintomática em uso de terapia biológica.

Discussão: O PG é uma afecção dermatológica necrotizante, etiologia não infecciosa e muitas vezes recorrente, que apresenta geralmente lesões ulceradas profundas. Quando associado a RCU o PG predomina em mulheres jovens e está diretamente ligado às formas graves da doença, com exacerbada atividade inflamatória e comprometimento de todo o cólon. A patogênese do PG, assim como da RCU, não está totalmente elucidada. Provavelmente ocorre um comprometimento da imunidade celular que, junto com outras alterações, poderia explicar a doença. O prognóstico costuma ser bom, principalmente naqueles pacientes que respondem bem ao tratamento inicial.

Conclusão: O PG pode ter uma evolução grave como neste caso, porém as lesões costumam regredir após a colectomia e partir do momento em que se alcança o controle da doença de base.

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Journal of Coloproctology

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