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Vol. 38. Issue S1.
Pages 8 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 8 (October 2018)
P104
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.018
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PNEUMORETROPERITÔNEO, PNEUMOMEDIASTINO E ENFISEMA SUBCUTÂNEO SECUNDÁRIO À DILATAÇÃO DE ANASTOMOSE COLORRETAL: RELATO DE CASO
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Anderson de Almeida Maciel, Thais Yoko Ferreira Koga, Isaac J.F. Correa Neto, Rogerio Freitas Lino de Souza, Alexander de Sa Rolim, Laercio Robles, Angelo Rossi da S. Cecchini
Hospital Santa Marcelina, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Em colonoscopias terapêuticas, a incidência de perfurações oscila em torno de 5%, seja para a realização de polipectomia, mucosectomia ou mesmo dilatação de anastomoses colorretais. De acordo com o estado clínico do paciente, este tipo de complicação permite diferentes formas de tratamento, desde o conservador até abordagem cirúrgica.

Descrição do caso: Sexo feminino, 63 anos, submetida inicialmente a Retossigmoidectomia com colostomia terminal de urgência devido adenocarcinoma moderadamente diferenciado estadio IIIB. Realizou terapia adjuvante com quimioterapia e radioterapia e após 1 ano de procedimento foi submetida a reconstrução do trânsito intestinal com anastomose mecânica termino‐terminal a 6cm da borda anal e ileostomia de proteção. No seguimento oncológico, realizado colonoscopia 7 meses após cirurgia de reconstrução de trânsito com diagnóstico de estenose ao nível da anastomose colorretal, sendo tratada incialmente com dilatações digital e diante do insucesso realizado dilatações pneumáticas da anastomose estenosada. Durante um dos procedimentos de dilatação pneumática apresentou quadro de dor torácica e cervical com enfisema subcutâneo no exame físico e ausência de sinais de sepse e irritação peritoneal. Tomografia evidenciou pneumomediastino, pneumoretroperitôneo e coleções gasosas nos espaços parafaríngeo, retrofaríngeos e retrolaríngeo. Foi manejada conservadoramente, sendo iniciado antibioticoterapia com ceftriaxona e metronidazol e ao final de 7 dias apresentou remissão completa dos sintomas e regressão do enfisema subcutâneo, recebendo alta sem intercorrências. Os exames de imagem de controle não revelaram alterações.

Discussão: A incidência de estenose anastomótica colorretal encontra‐se entre 4 e 10% sendo a ocorrência de perfuração durante a dilatação pneumática uma das complicações que podem ocorrer após a tentativa de tratamento dessas estenoses. Em pacientes clinicamente estáveis, com bom estar geral e sem sinais de peritonite, o tratamento conservador é a principal opção, apresentando taxa de êxito que pode alcançar 73%.

Conclusão: Pneumomediastino e enfisema subcutâneo são apresentações incomuns deste tipo de complicação e a definição do melhor manejo muitas vezes pode ser um desafio.

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Journal of Coloproctology

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