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Vol. 38. Issue S1.
Pages 42 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 42 (October 2018)
P17
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.090
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PÓS‐OPERATÓRIO DE DOENÇA PERI‐ORIFICIAL QUE EVOLUI PARA ÚLCERA MUTILANTE COM DIAGNÓSTICO TARDIO DE CARCINOMA ESPINOCELULAR – RELATO DE CASO
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Samuel Cristaldo Dominguez, Rodolfo Pacheco Quidá, Rodolfo Frederico Gazzoni Degrazia Howes, Osmar Nunes da Silva D’Abadia
Hospital Municipal São José, Joinville, SC, Brasil
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Introdução: O carcinoma espinocelular de canal anal é uma patologia rara, quando comparada ao adenocarcinoma de reto, porém, é a mais comum quando comparada ao tipo histológico cloacogênico, adenocarcinoma e melanoma no mesmo segmento anatômico. Existe relação com o tabagismo, a imunodepressão, as doenças perianais benignas e as doenças sexualmente transmissíveis.

Relato de caso: ‐ Anamnese: F.S. 58 anos, masculino, com queixa de dor perianal, acompanhada de secreção purulenta e úlcera no local de difícil cicatrização, com início após cirurgia de hemorroidectomia, fistulotomia e fissurectomia, realizado em agosto de 2016. Paciente portador de HIV em tratamento com TARV. Não etilista, porém, tabagista de 21 maços/ano. ‐ Exame Físico: Presença de lesão ulcerada de região anal com perda da anatomia orificial, acompanhada de dor intensa em região perianal e interglútea. ‐ Exames complementares: Colonoscopia demostrou pólipo de 4mm em cólon ascendente, com anatopatológico para neoplasia benigna e biopsia da úlcera perianal negativa para malignidade. Tomografia abdominal constatou espessamento heterogêneo da musculatura obturadora interna esquerda com suspeita de infiltração tumoral, nódulo no meso‐reto sugerindo adenomegalia e presença de linfonodomegalia inguinal bilateral. CEA: 16,7 e CA 19‐9: 9,9. ‐ Conduta Cirúrgica: colostomia em alça em maio de 2018 e biopsia da úlcera perianal que confirmou carcinoma espinocelular. ‐ Evolução: após a alta médica, foi encaminhado para radioterapia.

Discussão: Acredita‐se que lesões benignas pré‐existentes na região anal, como hemorróidas, condilomas, fístulas ou abscessos, causem irritação crônica e sejam predisponentes para o carcinoma espinocelular de canal anal. A maior incidência da doença está relacionada ao sexo feminino, podendo chegar a 82% dos casos. As metástases acontecem por disseminação linfática principalmente para os linfonodos inguinais e mesentéricos, necessitando tratamento com radioterapia no tumor e na região inguinal.

Conclusão: O carcinoma espinocelular anal tem relação com tumores benignos perianais. Os tumores avançados aumentam o risco de metástases, principalmente em mesentério e região inguinal.

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Journal of Coloproctology

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