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Vol. 39. Issue S1.
Pages 169 (November 2019)
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Prevalência de incontinência fecal e qualidade de vida em mulheres atendidas pela estratégia de saúde da família
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R. Kelner Silveira, M.P.B. Saturnino, S. Lee, D.S. Agripino de Melo Filho, L.A.L. Vieira de Melo
Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (IMIP), Recife, PE, Brasil
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Área Doenças do assoalho pélvico/Fisiologia Intestinal e Anorretocólica

Categoria Pesquisa básica

Forma de Apresentação Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s) Determinar a prevalência, fatores associados e o perfil da qualidade de vida de mulheres com incontinência fecal atendidas na atenção primária no Recife.

Método Corte transversal com 350 mulheres adultas que responderam aos questionários: sociodemográfico, história clínica, Escore de Wexner, Short Form Health Survey – SF – 36 e Fecal incontinence Quality of Life – FIQL. O X2 de Pearson e, quando necessário, o teste exato de Fisher, foram usados para comparar variáveis categóricas. E o teste de Mann‐Whitney e o t de Student, para as variáveis contínuas. As correlações entre as variáveis foram avaliadas pelo coeficiente de correlação de Pearson (r). Foram calculadas as OR (odds ratio), brutas e ajustadas, os respectivos intervalos de confiança (95%) e valores de p. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Resultados A prevalência da incontinência fecal (IF) foi de 6,57%. Após o ajuste de fatores de confusão, por meio de regressão logística, status econômico (p=0,039), gravidez gemelar (p=0,003) e uso de antidepressivo (p=0,019) mantiveram a associação com IF. A média dos escores em seis dos oito domínios e nos dois escores sumários do SF‐36 das mulheres com IF foi menor do que a do grupo sem incontinência.

Conclusão(ões) Em conclusão, os achados do presente estudo demonstraram que a prevalência de incontinência fecal em mulheres atendidas pela estratégia de saúde da família do Recife tem uma magnitude expressiva. Além disso, o problema está associado a piores escores de qualidade de vida. Além disso nossos dados não sugeriram uma associação de FI com história obstétrica. A associação ocorreu na história gestacional, quando analisamos a gestação gemelar. Estes resultados devem ser confirmados por novos estudos, incluindo amostras maiores de mulheres afetadas. É necessário que seja dada uma atenção especial à ocorrência do problema no âmbito da atenção primária onde o problema foi estudado. Uma busca ativa de sintomas de IF poderá detectar o problema precocemente e instituir uma terapêutica adequada para as mulheres.

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Journal of Coloproctology

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