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Vol. 37. Issue S1.
Pages 136-137 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 136-137 (October 2017)
P‐147
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.148
Open Access
PROCTITE POR CHLAMYDIA TRACHOMATIS: IMPORTANTE DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA PROCTITE ULCERATIVA INESPECÍFICA
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Vivian Regina Guzela, Aline Pozzebon Gonçalves, Luis Roberto Manzione Nadal, Thiago da Silveira Manzione, Carmen Ruth Manzione, Sidney Roberto Nadal
Instituto de Infectologia Emílio Ribas, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A infecção pela Chlamydia trachomatis normalmente cursa com linfogranuloma venéreo, cervicite/uretrite ou infecção silente, pode evoluir também com proctite, cujo quadro clínico inclui dor pélvica, tenesmo, hematoquezia e mucorreia. Na retossigmoidoscopia, observa‐se enantema e ulcerações recobertas por fibrina. A histologia revela infiltrado inflamatório linfo‐histiocitário, abscessos de criptas e alterações granulomatosas, resultam em laudos descritos como “colite crônica inespecífica”. Todos esses comemorativos podem simular a retocolite crônica inespecífica (RCUI). Para diagnóstico etiológico, o swab com citologia da secreção anal pode revelar aumento do número de leucócitos (baixa especificidade). Os testes sorológicos, mesmo positivos, não estão padronizados para proctite e métodos moleculares para detecção da bactéria em swabs anais não estão rotineiramente disponíveis. O tratamento desse tipo de proctite é feito com doxiciclina preferencialmente.

Série de casos: Foram observados 10 homens HIV positivos e duas mulheres HIV negativas, com média de 35 anos, que relatavam tenesmo, hematoquezia e mucorreia havia mais de oito semanas, precedidas de sintomas flue‐like. À colonoscopia, observaram‐se mucosa com enantema e friabilidade, ulcerações recobertas por exsudato fibrino‐purulento e até uma lesão pseudotumoral. A histologia mostrava infiltrado inflamatório linfoplasmocitário, abscessos crípticos e granulomas. Cinco desses pacientes estavam em tratamento para RCUI (corticosteroides ou mesalazina), em períodos de dois a cinco anos, sem melhoria clínica. Todos foram submetidos à pesquisa sorológica (100% de positividade) e receberam doxiciclina 100mg de 12/12h por 21 dias, com remissão clínica e endoscópica.

Discussão: O aumento da incidência do HIV e outras DSTs, a similaridade com o quadro clínico de RCUI e a dificuldade no isolamento do agente etiológico tornaram a proctite por clamídia um diagnóstico diferencial fundamental. A sorologia pode auxiliar no diagnóstico, porém o tratamento empírico deve ser considerado, a depender da disponibilidade de propedêutica complementar.

Conclusão: A proctite por clamídia é um importante diagnóstico diferencial da RCUI atualmente.

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Journal of Coloproctology

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