Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 199 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 199 (November 2019)
650
Open Access
Proctocolectomia total com anastomose bolsa ileal‐canal anal: experiência de um centro especializado
Visits
...
T.M.M.O. Rodrigues, A.R. Queiroz, L.M.G. Codes, F.C.R. Fidelis, I.D.M. Cruz, M.M. Maranhão, T.C.S. Marques, E.M. Azaro Filho
Hospital São Rafael, Salvador, BA, Brasil
Article information
Full Text

Área: Miscelâneas

Categoria: Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s): Relatar a experiência de um centro especializado na realização de proctocolectomia total (PCT) com anastomose bolsa ileal‐canal anal.

Método: Estudo retrospectivo, realizado por meio de coleta de dados dos pacientes assistidos pelo serviço de Coloproctologia em um hospital de Salvador‐BA. Foram incluídos os pacientes submetidos a PCT com anastomose bolsa ileal‐canal anal no período entre março de 2007 a outubro de 2018. As variáveis analisadas no estudo foram: idade, sexo, indicações cirúrgicas, realização de ostomia protetora, complicações precoces e tardias, reabordagens e reconstrução do trânsito intestinal.

Resultados: Onze pacientes foram submetidos a PCT com anastomose bolsa ileal‐canal anal no período estudado. Na amostra, sete pacientes eram homens, a idade variou de 36 a 68 anos, com média de 44,6 anos. As patologias relacionadas às indicações cirúrgicas foram: nove pacientes por Polipose Adenomatose Familiar (PAF) e dois pacientes por Colite Ulcerativa Idiopática (CUI). O tempo médio de internamento hospitalar foi de 11,5 dias. Quanto ao tipo de procedimento cirúrgico, dez pacientes (90%) foram submetidos à PCT com anastomose bolsa ileal‐canal anal e ileostomia derivativa de forma eletiva; um paciente, portador de CUI, foi submetido à colectomia total com ileostomia terminal na urgência, e em segundo tempo, proctectomia com anastomose bolsa ileal ‐ canal anal com ileostomia derivativa. Em todos os casos, foram confeccionadas bolsas do tipo J com sutura mecânica, sendo nove delas com dois disparos e duas com grampeamento único. A anastomose bolsa ileal‐canal anal foi mecânica em dez casos, com predominância do uso do grampeador circular 29mm (cinco casos) e em um caso, confecção manual. Quanto às complicações com necessidade de abordagem cirúrgica, um paciente apresentou fístula enterocutânea no pós‐operatório precoce, um evoluiu com estenose de anastomose bolsa ileal – canal anal tardiamente e um paciente cursou com abscesso subfrênico, após fechamento de ileostomia. Não houve óbito na amostra. Oito pacientes foram submetidos ao fechamento da ileostomia, incluídos os pacientes que apresentaram complicações cirúrgicas. O tempo para o fechamento de ileostomia variou entre 2meses a 3anos e 4meses. Dos outros três pacientes, dois encontram‐se em programação de fechamento da ileostomia e um faleceu por causas externas no pós‐operatório tardio.

Conclusão(ões): Embora o tamanho da nossa amostra seja pequeno, demonstramos nossa experiência e os bons resultados pós‐operatórios na confecção de bolsa ileal com duplo e único grampeamento para anastomose bolsa ileal‐canal anal em pacientes submetidos a PCT.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools