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Vol. 39. Issue S1.
Pages 154-155 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Propedêutica na diverticulite aguda
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K.G.Valentini, M.M. Cerato, M.L. Visioli, F. Perondi, R.D.D. Vila, K.B. Susin, R.T. Koshimizu, P.S. Passos
Hospital Ernesto Dornelles (HED), Porto Alegre, RS, Brasil
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Área: Doenças Intestinais funcionais e Doença Diverticular dos cólons

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Avaliar a incidência, manejo e desfechos dos pacientes atendidos com diverticulite aguda em um serviço de coloproctologia.

Método: Foi realizado um estudo retrospectivo e quantitativo através da revisão dos prontuários eletrônicos dos pacientes admitidos pelo serviço via emergência e também pacientes internados para outras especialidades, com diverticulite aguda no período de julho de 2016 a julho de 2018. Foram analisadas as seguintes variáveis: idade, sexo, comorbidades, procedimentos diagnósticos e terapêuticos realizados, e desfecho dos pacientes.

Resultados: Dos 73 pacientes com diverticulite aguda, 32 (43,83%) realizaram tratamento ambulatorial e 41 (56,16%) realizaram tratamento hospitalar. Todos os pacientes foram submetidos à antibioticoterapia, sendo a combinação de Ciprofloxacino e Metronidazol a principal escolha, prescrita a 31 (96,84%) pacientes. A duração do tratamento variou de 7 a 14 dias, com uma média de 10,68 dias. Dentre os pacientes internados, 17 (41,46%) foram diagnosticados com abscesso pericólico ou pélvico, 2 (2,73%) foram submetidos a punção guiada por tomografia computadorizada, 11 (26,82%) foram submetidos à cirurgia de urgência e 4 (5,47%) necessitaram de reintervenção cirúrgica. Houve 1 (1,36%) reinternação e 1 (1,36%) óbito. No total foram diagnosticados 22 (30,13%) casos de diverticulite aguda complicada e 51 (69,86%) casos de diverticulite aguda não complicada, dos quais 32 (62,74%) realizaram tratamento ambulatorial e 19 (37,25%) internaram. Em relação a idade, nota‐se que 80% dos pacientes<45 anos apresentaram quadro agudo complicado, com significância estatística quando comparado aos pacientes>45 anos (p=0,027 (IC 95%)). Quando comparados os pacientes manejados pelo coloproctologista e por outras especialidades, observamos que os pacientes que foram submetidos à drenagem guiada por TC foram atendidos por coloproctologista. Em contrapartida, os pacientes mais comumente submetidos a procedimento cirúrgico (31,25% versus 24%), com maior número também de drenagens VLP (12,5% versus 8%) (p=0,637 (IC 95%)) e de colostomias – Hartmann (18,75% versus 12%) (p=0,662 (IC 95%)), foram os atendidos por outras especialidades cirúrgicas.

Conclusão(ões): Os resultados alcançados neste estudo são compatíveis com a literatura atual sobre o assunto. A maioria das diverticulites agudas não complicadas foram tratadas ambulatorialmente. apesar da incidência da diverticulite aumentar com a idade, foram os pacientes mais jovens que apresentaram maior risco para o desenvolvimento da forma complicada da doença. Pode‐se dizer que houve uma conduta inicialmente mais conservadora pela coloproctologia em relação às outras especialidades cirúrgicas.

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Journal of Coloproctology

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