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Vol. 38. Issue S1.
Pages 61 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 61 (October 2018)
P205
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.129
Open Access
PROPEDÊUTICA NA HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA
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Marlise Mello Cerato Michaelsen, Ruy Takashi Koshimizu, Rafael Dienstmann Dutra Vila, Patricia da Silva Passos, Karine Sabrina Bonamigo, Kamyla Griebeler Valentini, Rosana de Nale
Hospital Ernesto Dornelles, Porto Alegre, RS, Brasil
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Objetivo: Avaliar a prevalência, o manejo e o desfecho dos casos de hemorragia digestiva baixa (HDB) em um serviço de coloproctologia.

Método: Foi realizado um estudo retrospectivo e quantitativo através da revisão dos prontuários eletrônicos (Tasy) dos pacientes admitidos pelo serviço, via emergência, com CID 10: K92.2 e idade>18 anos, de janeiro de 2015 a dezembro de 2016. Foram excluídos pacientes com dados insuficientes nos prontuários. As variáveis avaliadas foram idade, sexo, comorbidades, procedimentos diagnósticos e terapêuticos, e desfecho.

Resultados: Foram incluídos 65 pacientes. A idade média foi de 78,3 anos, 56,9% do sexo feminino. As comorbidades mais prevalentes foram hipertensão arterial sistêmica (63,07%) e diabetes mellitus (33,84%). O uso de antiagregantes plaquetários foi identificado em 43,08% dos pacientes. O uso de anticoagulantes foi menos comum (4,61% de rivaroxaban e 1,53% de varfarina sódica), assim como de antinflamatórios não esteroidais (3,07%). 60% dos pacientes foram submetidos à endoscopia digestiva alta (EDA) e em 92,3% destes não foram identificados achados relacionados a sangramento. Em 2,56% foi identificada angiodisplasia, em 2,56% úlceras ativas e em 2,56% varizes esofágicas, porém sem sinais de sangramento ativo ou recente. 66,16% dos pacientes também foram submetidos à colonoscopia, sendo identificados divertículos em 81,9% e pólipos colorretais em 34,88%. A origem provável do sangramento foi atribuída a divertículos em 64,61% dos pacientes, à colite inespecífica em 4,61%, à colite isquêmica em 4,61%, à patologia orificial em 4,61% e a polipectomia prévia em 4,61%. 6,15% teve boa resposta ao manejo conservador. Os pacientes com colite receberam, também, antibioticoterapia. Dois pacientes (3,07%) foram submetidos à cirurgia por sangramento associado a choque hipovolêmico, ambos com resolução após o procedimento. Um paciente foi a óbito por choque hipovolêmico refratário às medidas instituídas, perfazendo uma mortalidade de 1,53%.

Conclusão: Os dados levantados nesse estudo são compatíveis com os da literatura existente. A origem mais comum da HDB foi diverticular. A maioria dos pacientes foi submetida à EDA e colonoscopia. Não foi identificada origem alta de sangramento, sugerindo que a EDA deva ser reservada apenas para os casos que possuam indicação precisa da mesma. A quase totalidade dos pacientes respondeu bem ao manejo conservador, sem necessidade de intervenção cirúrgica e houve apenas um caso de óbito.

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Journal of Coloproctology

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