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Vol. 37. Issue S1.
Pages 104-105 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 104-105 (October 2017)
P‐073
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.074
Open Access
QUALIDADE DE VIDA EM PORTADORES DE CÂNCER DE RETO: UMA VISÃO PSICOLÓGICA
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Valquíria Bento, Martinez Carlos, Lilian Pinheiro, Maria de Lourdes Ayrizono, Michel Camargo, Costa Felipe, Cláudio Coy
Grupo de Coloproctologia, Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Introdução: A psicologia preocupa‐se com promoção da saúde, prevenção e minimização do sofrimento causado pelas doenças. Com a crescente incidência do carcinoma de reto e a desestruturação que a doença provoca na vida do indivíduo, torna‐se interessante identificar fatores associados com a qualidade de vida.

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de portadores de câncer de reto aos quais foi oferecida a intervenção psicológica.

Método: Fez‐se atendimento psicológico, foi aplicado questionário multidimensional SF‐36 (Medical Outcomes Study 36 – Item short – Form Health Survey). O questionário foi aplicado individualmente sempre pela mesma psicóloga. Analisaram‐se escores médios obtidos (pior escore=0 e melhor=100) em cada dimensão que compõem a qualidade de vida, como: capacidade funcional, aspecto físico, aspecto emocional, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais e saúde mental.

Resultados: Consideraram‐se elegíveis 140 doentes acompanhados em ambulatório multidisciplinar especializado no tratamento do câncer de reto. Os escores médios obtidos foram: capacidade funcional (74,25), aspecto físico (43,93), aspecto emocional (66,19), dor (57,86), estado geral de saúde (74,68), vitalidade (65,11), aspectos sociais (68,84) e saúde mental (68,17). Observou‐se que a capacidade funcional apresentava nível satisfatório, relacionada ao grau de preservação da capacidade do paciente de fazer atividades cotidianas. O aspecto físico apresentou resultado moderado, indicou que boa parte dos doentes tem limitações físicas em suas atividades. No aspecto emocional, o resultado demonstrou que muitos doentes apresentavam fragilidade psicológica limitante e quadro significativo de dor que interferia nas atividades rotineiras. O estado geral de saúde apresentou nível satisfatório, enquanto vitalidade, aspectos sociais e saúde mental apresentavam níveis moderados.

Conclusão: A presença de câncer de reto associou‐se com fragilidade emocional, reduziu a qualidade de vida do paciente. A atuação do psicólogo em equipe multidisciplinar pode contribuir para o desenvolvimento de mecanismos mentais, que contribuem para o sucesso terapêutico e enfrentamento da adversidade.

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Journal of Coloproctology

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